As doenças inflamatórias intestinais (DIIs) estão se tornando uma preocupação crescente no Distrito Federal, com casos como a Doença de Crohn e retocolite ulcerativa atingindo números alarmantes. Em 2023, o DF registrou 336 internações devido ao Crohn e 295 por retocolite, segundo dados da Secretaria de Saúde.
Essas condições, que afetam principalmente o trato gastrointestinal, têm se tornado mais comuns, com prevalência superior a 100 pacientes para cada 100 mil habitantes no Brasil. Especialistas apontam que fatores como a industrialização da dieta e o uso indiscriminado de medicamentos podem estar por trás desse aumento.
A cerimonialista Maiara Luize dos Santos, diagnosticada com Doença de Crohn, relata a difícil jornada até o diagnóstico e destaca o impacto significativo em sua saúde e rotina. “Tudo o que eu comia me fazia passar mal”, desabafou. A identificação precoce da doença é crucial para evitar complicações graves e garantir a qualidade de vida dos pacientes.
Os médicos recomendam mudanças no estilo de vida, como evitar alimentos ultraprocessados e manter uma alimentação rica em fibras, além de combater o sedentarismo e o estresse. O tabaquismo é outro fator que pode agravar a condição. “Modificações nos hábitos têm um papel fundamental no controle das doenças”, enfatiza o coloproctologista Bruno Martins, do Hospital Universitário de Brasília.
Maiara encontrou na readequação alimentar uma forma de lidar com sua condição. Após retirar o leite da dieta e reduzir o consumo de carne vermelha, ela conseguiu melhorar sua saúde e hoje se dedica a atividades como corrida, mostrando que é possível viver bem com uma DII.
