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O live-action de Moana chegou aos cinemas com a expectativa de encantar novos e antigos fãs da animação de 2016. Embora mantenha a essência da história, a produção não se arrisca a explorar novas camadas que poderiam enriquecer a narrativa, levantando o questionamento sobre a real necessidade de um remake tão próximo do original.

Neste novo filme, a atriz Catherine Laga’aia assume o papel de Moana, enquanto Dwayne Johnson retorna como o semideus Maui. O elenco, que inclui Rena Owen e John Tui, foi cuidadosamente escolhido para preservar a autenticidade da cultura polinésia que inspira a história. Contudo, muitos se perguntam se essa fidelidade acaba por limitar a evolução do enredo.

Apesar de o filme capturar a magia visual que encantou os espectadores na versão animada, o mesmo não pode ser dito sobre a profundidade narrativa. As relações familiares e a ancestralidade, que poderiam ter recebido maior destaque, permanecem rasas, fazendo com que a oportunidade de aprofundar a conexão com a cultura polinésia passe ao largo.

Embora os efeitos visuais e a caracterização sejam tecnicamente impecáveis, a falta de inovações no roteiro deixa uma sensação de complacência. Os produtores parecem receosos em se distanciar da versão original, resultando em um filme que, embora agradável, não consegue surpreender nem agregar novas perspectivas à narrativa já familiar.

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Para quem já é fã, assistir ao live-action pode ser uma experiência satisfatória, mas é fundamental estar ciente de que ele é quase uma réplica da animação. A relação de Moana com o mar continua cativante, e os animais ganham ainda mais ternura, todavia, a impressão geral é de que o filme poderia ter ido além, explorando temas relevantes com maior profundidade, sem deixar de lado a magia que caracterizou a obra original.