O Orçamento da União para 2026 reserva cerca de R$ 61 bilhões para execução por meio de emendas parlamentares, destinadas a diversos projetos e benefícios nas bases eleitorais de deputados e senadores. Esse mecanismo permite que os congressistas direcionem recursos para obras, compra de equipamentos e custeio de serviços em seus estados e municípios.
As emendas se dividem em três categorias: individuais, de bancada e de comissão. As individuais são impositivas, ou seja, o governo é obrigado a executá-las, totalizando R$ 26,6 bilhões, com cada deputado podendo indicar até R$ 40 milhões e cada senador R$ 74 milhões. Já as emendas de bancada, também impositivas, são alocadas entre os parlamentares de cada estado, recebendo R$ 11,2 bilhões no total.
As emendas de comissão, por sua vez, somam R$ 12,1 bilhões, mas não são obrigatórias. Este valor não é igualmente distribuído entre as comissões, gerando desigualdade no acesso aos recursos. A falta de transparência nesse tipo de emenda gera preocupação e investigações no Supremo Tribunal Federal, já que a autoria fica oculta atrás dos líderes partidários.
Uma vez indicados os beneficiários, os ministérios realizam uma análise técnica, incluindo a verificação da regularidade do ente que receberá os recursos. Após essa avaliação, o recurso é empenhado, um passo essencial para formalizar o compromisso do governo com a despesa. Em seguida, são realizadas as transferências dos recursos, que, no caso das emendas tradicionais, costumam ser feitas em parcelas.
Além disso, surgem as emendas PIX, que permitem transferências diretas a estados e municípios sem a necessidade de justificar o uso, tornando a fiscalização mais difícil e levando a operações de investigação. Após a execução, a prestação de contas é crucial, exigindo que o município comprove o uso adequado dos recursos, reforçando a necessidade de transparência e responsabilização na gestão pública.
