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Um levantamento recente identificou nove candidatos às eleições de 2026 que possuem mandados de prisão em aberto, todos relacionados a dívidas de pensão alimentícia. O estudo foi realizado a partir do cruzamento de registros de candidaturas e ordens do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP).

A pesquisa analisou 20.575 registros de candidaturas, e, após um metódico processo de verificação, confirmou que esses candidatos estão legalmente habilitados para concorrer, mesmo com os mandados em aberto. A legislação eleitoral, que entra em vigor em breve, estabelece que, em geral, candidatos só podem ser detidos em casos de flagrante delito.

Os dados foram extraídos do BNMP, uma plataforma gerida pelo Conselho Nacional de Justiça, e o cruzamento envolveu a análise detalhada de 475 casos individualmente. O levantamento também revela que, em dois casos, os mandados foram revogados após contato com os tribunais responsáveis.

Apesar de não haver impedimentos legais imediatos para registrar candidatura, a situação dos candidatos é preocupante. Se os mandados estiverem ativos durante as eleições, eles poderão ser presos se forem localizados, destacando a gravidade das dívidas que enfrentam.

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Em resposta às descobertas, apenas um dos candidatos reconheceu a situação, alegando que as pendências foram quitadas. A situação levanta questões sobre a transparência e a responsabilidade de candidatos, especialmente em um ano eleitoral, ressaltando a necessidade de vigilância do eleitorado.