José Roberto Arruda, ex-governador do Distrito Federal, afirmou que a inelegibilidade decorrente de sua condenação já é um tema superado, alegando que o prazo de 12 anos se encerrou em junho de 2026. A declaração veio após a Procuradoria Regional Eleitoral do DF impugnar sua candidatura ao governo do GDF, alegando que ele está inelegível até 2030.
Em nota, Arruda expressou confiança em obter o registro de sua candidatura, afirmando que a legislação pertinente estabelece que a contagem do prazo de inelegibilidade inicia-se apenas após a decisão de segunda instância. Ele cita que, no seu caso, essa decisão ocorreu em junho de 2014, e destaca que já cumpriu o tempo necessário para a elegibilidade.
O ex-governador também criticou as ações do MPE, afirmando que a tentativa de impugnação é uma manobra para afastá-lo da disputa por meio de decisões judiciais. “Quem tem a lei do lado não pode ter medo do voto”, declarou, reforçando que prefere que sua situação seja decidida nas urnas.
A defesa de Arruda, representada pelo advogado Francisco Emerenciano, também contestou a interpretação do Ministério Público sobre a inelegibilidade, sustentando que a aplicação da nova Lei Complementar 219/2025 deve ser levada em consideração, argumentando que a contagem do prazo não deve iniciar pela condenação de 2018, mas pela de 2014.
Enquanto a análise do pedido de impugnação segue na Justiça Eleitoral, Arruda promete que sua campanha será pautada pela legalidade e pelo desejo da população de Brasília de escolher seu próximo governante.
