Levantamento da Exata OP mostra Eduardo Pedrosa e Max Maciel empatados na terceira posição; quase 70% dos eleitores ainda não sabem em quem votar para a Câmara Legislativa

A disputa pelas 24 cadeiras da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) começa a revelar quais nomes estão mais presentes na memória do eleitor. Pesquisa da Exata OP — Opinião e Estratégia mostra Joaquim Roriz Neto na liderança da intenção espontânea de voto para deputado distrital, com 1%, seguido de perto por Pepa, com 0,9%. Na terceira posição, Eduardo Pedrosa e Max Maciel aparecem empatados, com 0,8% cada.

O resultado ganha relevância por uma característica da pesquisa espontânea: nenhum nome é apresentado ao entrevistado. A pergunta feita foi: “Se as eleições para Deputado Distrital de 2026 fossem hoje, em quem votaria?”. Portanto, para ser citado, o candidato precisa estar presente na lembrança do eleitor naquele momento.

O levantamento ouviu 3 mil eleitores e registrou nada menos que 149 nomes distintos mencionados espontaneamente, um retrato da pulverização que já marca a corrida pela CLDF.

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O que faz um deputado distrital?

Antes de analisar o ranking, é importante compreender o tamanho da responsabilidade associada ao cargo.

Os deputados distritais são os representantes da população na Câmara Legislativa. O Distrito Federal possui uma particularidade: por não ser dividido em municípios, a CLDF acumula competências legislativas reservadas aos estados e aos municípios.

Na prática, decisões tomadas na Câmara Legislativa alcançam diretamente o cotidiano das Regiões Administrativas e passam por questões como orçamento público, transporte, saúde, educação, habitação, desenvolvimento urbano e outros assuntos de interesse do Distrito Federal.

Além de elaborar e votar leis, os distritais exercem uma das funções centrais do Legislativo: fiscalizar o Governo do Distrito Federal e a aplicação dos recursos públicos.

São 24 cadeiras em disputa. E, neste momento da corrida eleitoral, quatro nomes aparecem numericamente à frente na pergunta espontânea.

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Joaquim Roriz Neto assume a primeira posição

Joaquim Roriz Neto aparece em primeiro lugar, com 1% das intenções espontâneas de voto.

Embora o percentual pareça pequeno quando observado isoladamente, é preciso considerar o contexto da modalidade: mais de dois terços dos entrevistados ainda não conseguiram mencionar candidato algum.

Além disso, o voto para deputado distrital está distribuído entre uma quantidade elevada de nomes. Foram 149 diferentes citações nominais registradas pelo levantamento.

Nesse cenário altamente fragmentado, atingir 1% foi suficiente para colocar Joaquim Roriz Neto isoladamente na primeira posição.

Pepa aparece em segundo, a apenas 0,1 ponto da liderança

Logo atrás está Pepa, com 0,9%.

A diferença entre primeiro e segundo colocados é de apenas 0,1 ponto percentual, deixando os dois praticamente lado a lado numericamente no levantamento.

O desempenho de Pepa chama atenção justamente porque ocorre na modalidade espontânea. Seu nome foi lembrado pelos entrevistados sem a apresentação prévia de uma lista de possíveis candidatos.

Com isso, o levantamento coloca Joaquim Roriz Neto e Pepa isolados nas duas primeiras posições da corrida espontânea.

Eduardo Pedrosa e Max Maciel dividem o terceiro lugar

A terceira colocação também apresenta uma disputa apertada.

Eduardo Pedrosa e Max Maciel registram 0,8% cada, configurando empate numérico.

A distância entre eles e o líder é de somente 0,2 ponto percentual; em relação ao segundo colocado, de apenas 0,1 ponto.

O grupo que ocupa as primeiras posições fica, portanto:

1º — Joaquim Roriz Neto: 1,0%
2º — Pepa: 0,9%
3º — Eduardo Pedrosa: 0,8%
3º — Max Maciel: 0,8%

Os percentuais mostram uma concentração muito pequena no topo e ajudam a dimensionar o quanto a corrida permanece aberta.

Iolando e Chico Vigilante aparecem na sequência

Depois dos quatro primeiros, Iolando e Chico Vigilante registram 0,6% cada.

Em seguida, um grupo numeroso aparece com 0,5%: Marcela Passamani, Cristiano Araújo, Hermeto, Jaqueline Silva, João Cardoso, Ricardo Vale, Roosevelt Vilela e Wellington Luiz.

Com 0,4% estão Jorge Vianna, Júlia Lucy, Martins Machado, Rôney Nemer e Sardinha.

Daniel de Castro, Gabriel Magno, Geraldo Alves, Keka Bagno e Robério Negreiros aparecem com 0,3%.

A partir daí, o levantamento continua apresentando dezenas de nomes com percentuais de 0,3%, 0,2% e 0,1%, evidenciando a dispersão das preferências eleitorais.

Quase 70% ainda não sabem em quem votar

O dado mais expressivo da pesquisa talvez não esteja em nenhum nome individual.

Dos 3 mil entrevistados, 69,6% disseram não saber em quem votar para deputado distrital quando questionados espontaneamente.

São 2.089 eleitores da amostra ainda classificados como indecisos.

Outros 6,3%, correspondentes a 190 entrevistados, responderam que votariam em branco ou nulo. Apenas 24% das respostas foram distribuídas entre os 147 nomes contabilizados pelo relatório nessa categoria.

Em outras palavras, aproximadamente sete em cada dez eleitores pesquisados ainda não conseguem citar espontaneamente um candidato a deputado distrital.

Esse número é fundamental para compreender os percentuais dos líderes. A disputa está em uma fase na qual a maioria do eleitorado ainda não demonstra uma escolha espontânea definida.

149 nomes mostram tamanho da pulverização

Outro dado impressionante é a quantidade de pessoas mencionadas.

A pesquisa registrou 149 nomes distintos nas respostas espontâneas.

A lista é tão extensa que o próprio relatório precisou distribuí-la por várias páginas. Entre as posições intermediárias, diversos nomes aparecem com apenas 0,3%, 0,2% ou 0,1%. Nas últimas posições, há candidatos com percentuais arredondados para 0%.

Essa pulverização é característica importante de eleições proporcionais, especialmente na disputa distrital, em que diferentes lideranças políticas possuem bases eleitorais concentradas em regiões, categorias profissionais, movimentos sociais ou segmentos específicos da população.

Espontânea mede um elemento valioso: a lembrança do eleitor

A pesquisa espontânea merece uma leitura diferente da estimulada.

Quando uma lista é apresentada, o entrevistado pode reconhecer um candidato e escolhê-lo entre as alternativas. Na espontânea, precisa lembrar sozinho de um nome e declará-lo.

Por isso, o resultado ajuda a identificar quais candidaturas já aparecem na memória imediata de parte do eleitorado.

Neste momento, Joaquim Roriz Neto, Pepa, Eduardo Pedrosa e Max Maciel ocupam as primeiras posições desse indicador, embora todos ainda registrem percentuais inferiores a 1,1%.

Liderança existe, mas eleição permanece completamente aberta

Os números precisam ser observados com cautela.

A diferença de apenas 0,2 ponto percentual entre Joaquim Roriz Neto, primeiro colocado, e Eduardo Pedrosa e Max Maciel, empatados na terceira posição, mostra um topo numericamente próximo.

Mas existe um fator ainda maior: os 69,6% de indecisos.

Isso significa que o universo de eleitores que ainda não consegue mencionar espontaneamente um candidato é dezenas de vezes superior ao percentual individual alcançado por qualquer um dos líderes.

A fotografia atual, portanto, aponta Joaquim Roriz Neto na liderança, Pepa em segundo e Eduardo Pedrosa e Max Maciel dividindo o terceiro lugar, mas também revela que a principal batalha das candidaturas poderá ser justamente conquistar quem ainda não escolheu.

Com 149 nomes mencionados e quase sete em cada dez entrevistados sem candidato espontaneamente definido, a corrida pelas 24 cadeiras da Câmara Legislativa começa pulverizada e com enorme espaço para mudanças até a eleição.

Confira a pesquisa na íntegra.