Jéssica Viana passou quatro anos na graduação para compreender melhor a Atrofia Muscular Espinhal (AME), condição diagnosticada no filho Matias, de 6 anos

Um diploma que representa muito mais do que a conclusão de uma faculdade. Depois de quatro anos de estudos, Jéssica Viana se formou em Fisioterapia motivada pelo desejo de compreender melhor a condição do próprio filho, Matias Viana, de 6 anos, diagnosticado com Atrofia Muscular Espinhal (AME).

A formatura aconteceu na última quinta-feira (20), em Gurupi, no Tocantins. Um dos momentos mais emocionantes da cerimônia ocorreu quando Jéssica, já com o diploma, caminhou pela passarela em direção ao filho. A cena foi registrada em vídeo e ganhou repercussão nas redes sociais.

“Quando nos tornamos mães atípicas, nos tornamos múltiplas funções, só que sem diploma. Com a intenção de entender o que de fato acontecia com ele, eu me matriculei em fisioterapia”, contou.

Nova Gestão do GDF

Publicidade

Da experiência de mãe para a formação profissional

Matias enfrenta uma rotina de cuidados intensivos. O menino não anda, não se alimenta por via oral, possui escoliose e apresenta dificuldades respiratórias, necessitando de equipamento para auxiliar na respiração.

Antes mesmo da graduação, Jéssica já participava diretamente de diversos cuidados do filho. A decisão de estudar Fisioterapia surgiu da necessidade de compreender cientificamente procedimentos que faziam parte de sua rotina.

“Eu já fazia a higiene do pulmão dele. Só sabia a prática e precisava da teoria para ser mais assertiva. Em muitos momentos não temos acesso a terapias, e eu acabo fazendo esse papel”, explicou.

Ao longo dos quatro anos de faculdade, ela passou a unir a vivência adquirida como mãe ao conhecimento técnico da profissão.

Agora formada, Jéssica afirma estar mais preparada para compreender as necessidades de Matias e participar de seus cuidados com maior conhecimento e segurança.

Publicidade

A conquista profissional, portanto, carrega também uma história familiar. Por trás do diploma está a decisão de uma mãe que transformou a necessidade de compreender a doença rara do filho em quatro anos de estudo e uma nova profissão.

E, na chegada dessa jornada, o significado cabia em poucas palavras: “Foi por você.”