O ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, manifestou sua disposição para disputar as próximas eleições após o voto do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a contagem da inelegibilidade de condenados pela Lei da Ficha Limpa. Em um vídeo publicado nas redes sociais na noite de sexta-feira (11/9), Arruda declarou: “Eu sou candidato, estou pronto”.
O voto de Mendes está relacionado à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7881, que propõe um prazo de 18 meses para a mudança nas regras de inelegibilidade. Essa decisão significa que Arruda pode ter a chance de se candidatar em breve, já que a nova interpretação pode beneficiar diretamente sua situação eleitoral.
A votação, que inicialmente ocorria de forma virtual, deve ser levada a um julgamento presencial devido ao pedido do ministro Flávio Dino. Os advogados esperam que a decisão sobre a ADI seja tomada após o primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.
Atualmente, as regras da Lei da Ficha Limpa, inclusive um prazo máximo de inelegibilidade de 12 anos, permanecem vigentes até que o STF se pronuncie sobre a inconstitucionalidade da norma. As novas regras podem beneficiar não apenas Arruda, mas também outros políticos que se encontram em situações similares.
Os desdobramentos desse caso devem ser acompanhados de perto por eleitores e especialistas em Brasília, já que a entrada de Arruda na corrida eleitoral pode mudar o cenário político da capital, especialmente com as eleições se aproximando.


