Uma tragédia abala a comunidade de Ceilândia após a morte de Lidiane Gomes de Souza Alves, uma professora de 50 anos, que faleceu após receber uma injeção para tratar a queda capilar em um salão de beleza no Setor P no último sábado (5/9). Lidiane, que saiu de casa para fazer as unhas e o cabelo, aceitou a aplicação do medicamento com a promessa de fortalecer os fios.
De acordo com seu marido, Valdeci Alves dos Santos, imediatamente após a injeção, Lidiane começou a tossir e apresentou sinais de mal-estar. Ele a levou para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas durante o trajeto, Lidiane desmaiou. Apesar dos esforços médicos para reanimá-la, a professora não resistiu e teve um choque anafilático em decorrência da reação ao medicamento.
Em busca de respostas, Valdeci voltou ao salão onde a esposa recebeu o tratamento. Lá, descobriu que outras pessoas também haviam utilizado o mesmo coquetel. Ele ficou abalado ao saber que a responsável pela aplicação do medicamento, que estava no local no momento, se apresentou à polícia e ficou em silêncio. O marido registrou a ocorrência na 15ª Delegacia de Polícia, pedindo justiça pela morte de Lidiane.
Valdeci, que considera a situação um homicídio culposo pela imprudência da profissional, destacou a importância de alertar a população sobre os riscos de tratamentos estéticos sem supervisão médica adequada. “Ela deveria ter perguntado sobre doenças pré-existentes e realizado testes de alergia antes de aplicar qualquer substância”, disse.
Lidiane deixa uma filha de 26 anos, médica que mora no Paraná, e seu marido expressou a dor da perda. Ele lamenta que a esposa não tenha consultado sobre o produto que estava recebendo, especialmente considerando seu histórico de saúde, incluindo bronquite asmática e alergia a certos medicamentos.
Neste caso, a Polícia Civil do Distrito Federal investiga a situação, tratando-a como homicídio culposo e exercício ilegal da medicina. A tragédia serve como um alerta para cuidados com a saúde e possíveis riscos associados a procedimentos estéticos não regulamentados na região.


