A crescente preocupação dos brasileiros com a corrupção, que saltou de 14% para 22% em pouco mais de uma semana, mobilizou os candidatos à Presidência nas eleições de 2026 a apresentarem propostas para enfrentá-la. O uso de inteligência artificial, confisco de bens e medidas de transparência são algumas das diretrizes apresentadas.
O atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, sugere a ampliação do Plano de Integridade e Combate à Corrupção, enfatizando a prevenção e a responsabilização. A proposta inclui a transformação do Portal da Transparência em uma plataforma mais robusta, com dados abertos e inteligência artificial.
Por outro lado, Flávio Bolsonaro visa fortalecer a Lei das Estatais e aumentar a transparência sobre emendas parlamentares. O candidato quer assegurar que a prestação de contas nos gastos públicos seja mantida, além de evitar a influência política em empresas estatais e fundos de pensão.
Augusto Cury, do Avante, propõe criar uma rede cidadã para acompanhar a aplicação dos recursos públicos e utilizar tecnologia para identificar fraudes. Outros candidatos, como Renan Santos e Ronaldo Caiado, ressaltam a importância de uma gestão pública mais eficiente e a criação de plataformas de fiscalização.
Entretanto, especialistas alertam que essas propostas precisam ser mais detalhadas, com cronogramas e indicadores específicos, para garantir sua viabilidade e eficácia. A participação da sociedade civil também é ressaltada como crucial para o sucesso dessas iniciativas.


