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Casa recém-reformada no Setor Hoteleiro Sul aposta em ingredientes frescos, proteínas preparadas na hora, gastronomia assinada pelo chef Miguel Ojeda, ambiente colorido e três horas de estacionamento gratuito

por @RochellyCosta

No centro de Brasília, onde o intervalo do almoço muitas vezes precisa caber entre uma reunião, um compromisso e o retorno ao escritório, um conhecido restaurante acaba de voltar à cena gastronômica com outra aparência — e também com uma nova maneira de servir.

O endereço é o Miró, restaurante instalado no primeiro andar do Bloco B do Brasil 21 Convention Suítes, no Setor Hoteleiro Sul.

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Depois de uma reforma completa no espaço e no conceito, a casa reabriu em setembro apostando em um almoço mais dinâmico: buffet à vontade por R$ 68, ingredientes frescos, sobremesas sem adição de açúcar e, para quem quiser acrescentar uma proteína preparada na hora, uma segunda modalidade por R$ 88. O funcionamento ocorre de segunda a sexta-feira, das 12h às 15h.

Mas reduzir a nova fase apenas ao preço ou ao buffet seria deixar de lado justamente o que torna a experiência mais interessante.

O retorno do Miró reúne gastronomia, localização, estética, hospitalidade e praticidade em uma proposta pensada para uma região de Brasília em que todos esses fatores fazem diferença.

Primeiro, o ambiente chama atenção

Antes mesmo do prato, são as cores que anunciam que o restaurante mudou.

Nas imagens do novo salão, a base clara das mesas e paredes ganha contraste com cadeiras amarelas e vermelhas, piso marcado por faixas escuras e claras e um teto de linguagem mais industrial, com instalações aparentes e linhas de iluminação.

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Ao fundo, um grande mural colorido rompe a neutralidade do ambiente e se transforma em um dos elementos de maior impacto visual do espaço. Formas geométricas, desenhos abstratos e uma paleta vibrante reforçam uma atmosfera descontraída, distante da imagem excessivamente formal que ainda acompanha alguns restaurantes localizados dentro de hotéis.

O resultado é contemporâneo sem perder o conforto.

Grandes janelas permitem que a luz natural avance pelo salão e integram a paisagem urbana de Brasília à experiência. Em determinados pontos, a cidade praticamente passa a fazer parte da decoração.

Essa combinação visual traduz bem a nova proposta da casa: um restaurante de hotel que não quer parecer restrito a hóspedes nem excessivamente cerimonioso.

A intenção é funcionar também como restaurante da cidade.

E, especialmente, como restaurante para a hora do almoço.

Uma localização difícil de ignorar

O endereço ajuda a explicar essa escolha.

O Miró fica no Complexo Brasil 21, na SHS Quadra 6, uma localização central e estratégica dentro da capital.

O empreendimento reúne hotéis, torres comerciais, centro empresarial e estrutura de eventos, seguindo um conceito de uso misto que concentra diferentes atividades no mesmo complexo. O próprio Brasil 21 destaca oficialmente a posição privilegiada e a integração entre hotelaria, negócios, eventos e serviços.

Isso coloca o restaurante em uma área de circulação intensa durante os dias úteis.

Executivos, servidores, empresários, profissionais liberais, participantes de congressos, turistas e hóspedes dividem praticamente o mesmo território entre o Setor Hoteleiro Sul, o Setor Comercial, o Eixo Monumental e as áreas empresariais próximas.

Para esse público, almoço não é apenas questão de gastronomia.

É também logística.

E aqui surge um benefício que merece destaque: clientes do restaurante têm direito a três horas de estacionamento gratuito no complexo. A cortesia também aparece no material disponibilizado pela própria casa e nas informações divulgadas após a reabertura.

No centro de Brasília, onde procurar uma vaga pode consumir uma parcela considerável do intervalo do almoço, isso pesa na escolha.

Gastronomia leva a assinatura de Miguel Ojeda

A nova fase também carrega a assinatura do chef Miguel Ojeda, atualmente chef executivo ligado à operação gastronômica do Brasil 21. Em abril deste ano, ele já aparecia oficialmente como chef executivo em evento realizado no complexo.

Venezuelano, Ojeda construiu em Brasília uma trajetória marcada pela passagem por diferentes cozinhas e estilos.

Sua formação gastronômica inclui estudos no instituto Mausi Sebess, em Buenos Aires, e experiências com cozinhas japonesa, francesa, italiana, espanhola e peruana. Ao longo da carreira na capital, seu nome passou por diferentes projetos e restaurantes antes de chegar à estrutura gastronômica do Brasil 21.

Essa bagagem internacional, porém, aparece no novo Miró sem transformar o almoço em algo excessivamente elaborado.

A ideia parece caminhar no sentido contrário.

Usar técnica para deixar o cotidiano mais interessante.

A gastronomia é pensada para quem precisa comer em uma terça-feira às 13h, mas não quer que todas as terças-feiras tenham o mesmo gosto.

R$ 68 para comer à vontade

A primeira modalidade custa R$ 68 e dá acesso livre ao buffet.

O material apresentado pelo próprio restaurante resume a proposta como:

saladas + guarnições + sobremesa.

Na composição aparecem mix de folhas, leguminosas, hortaliças, acompanhamentos variados e sobremesas zero açúcar.

E as imagens ajudam a entender melhor o que isso significa na prática.

A mesa de buffet aparece tomada por bowls de diferentes tamanhos e cores, com folhas, legumes, tomate-cereja, cenoura, preparações com leguminosas, molhos e diferentes complementos.

Não é uma apresentação monocromática.

Há cor no alimento, nas louças e na própria disposição dos ingredientes.

O buffet trabalha ainda com produtos como quinoa, abacate, chia e castanhas, incorporados às preparações ao longo do serviço. A proposta inclui alternativas vegetarianas e veganas, e o cardápio é rotativo, preparado diariamente e reposto durante o período do almoço.

Isso permite que duas pessoas sentadas à mesma mesa tenham experiências completamente diferentes.

Uma pode construir um prato essencialmente vegetal.

Outra pode misturar saladas e acompanhamentos mais substanciosos.

Uma terceira pode partir para a cozinha show.

É a liberdade de escolha que sustenta o formato.

R$ 88 acrescenta proteína preparada na hora

A segunda modalidade custa R$ 88.

O cliente mantém acesso livre ao mesmo buffet e acrescenta uma proteína de 120 gramas preparada na cozinha show.

O cardápio apresentado pela casa trabalha com três linhas de escolha:

Filé de frango — 120 g
Grelhado com ervas frescas.

Tilápia ou salmão — 120 g
Assado ao limão-siciliano, conforme a disponibilidade apresentada pela casa.

Escalope de filé — 120 g
Servido ao molho de ervas aromáticas.

A cozinha show muda a dinâmica do buffet porque introduz um elemento de preparo individual.

Em vez de deixar todas as proteínas prontas em cubas durante todo o serviço, parte central do prato é preparada no momento.

Essa é uma diferença simples, mas perceptível.

Temperatura, textura e ponto de cocção ganham outra importância quando o alimento sai da cozinha diretamente para o cliente.

A proposta de combinar buffet livre com proteína feita na hora é justamente uma das principais mudanças implementadas na reabertura.

O buffet também revela uma preocupação estética

As fotografias mostram outro aspecto interessante.

A apresentação do buffet conversa com o desenho do salão.

Os recipientes são coloridos, com peças em verde, laranja, azul e tons terrosos, criando uma composição visual que foge das tradicionais cubas de aço utilizadas em muitos restaurantes de autosserviço.

Há uma tentativa clara de fazer a mesa parecer convidativa.

O alimento não aparece apenas disposto.

Ele é organizado para ser visto.

Folhas ocupam grandes bowls; preparações menores ganham recipientes próprios; molhos e complementos ficam distribuídos entre as opções.

Isso reforça uma ideia importante dentro da nova identidade:

o almoço pode ser rápido sem parecer apressado.

Atendimento completa a experiência

Mas há um ponto que fotografia nenhuma consegue mostrar completamente: a maneira como um restaurante recebe.

O atendimento ganha importância justamente porque o Miró trabalha com públicos muito diferentes dentro do mesmo período de três horas.

Há quem chegue sozinho e queira almoçar rapidamente.

Há mesas de trabalho.

Há hóspedes.

Há grupos.

Há pessoas conhecendo o formato pela primeira vez e querendo entender como funciona a cozinha show.

A equipe aparece uniformizada e integrada à nova identidade do salão, e o serviço acompanha a proposta de hospitalidade do espaço: acolhimento, atenção às mesas, orientação sobre o funcionamento do buffet e disponibilidade durante toda a experiência.

Esse atendimento faz diferença principalmente quando se considera o contexto em que o restaurante está inserido.

Na foto: Laís Viana (garçonete),
Roberto Wendling (metre)
e Jonata Brito (garçom )

O Brasil 21 reúne hotelaria e eventos e trabalha oficialmente com uma proposta de serviços de alto padrão, infraestrutura e atendimento qualificado.

No restaurante, essa hospitalidade deixa de ser apenas característica de hotel e chega à mesa.

E aqui está talvez um dos maiores méritos da nova proposta: fazer o cliente externo sentir que aquele espaço também foi pensado para ele.

Um chef internacional para um almoço descomplicado

A presença de Miguel Ojeda poderia conduzir facilmente o restaurante para uma proposta mais formal.

Não foi esse o caminho escolhido.

O interessante é justamente observar como a experiência acumulada pelo chef aparece em uma refeição acessível à rotina.

Ojeda já trabalhou com referências de diferentes cozinhas e, em 2026, aparece também assinando experiências gastronômicas em outros espaços do Brasil 21. Em abril, por exemplo, atuou como chef executivo em um coquetel ligado ao projeto internacional We Share BSB; sua trajetória recente também inclui trabalhos no Lucca, outra operação gastronômica do complexo.

No Miró, essa experiência aparece menos como exibicionismo culinário e mais como estrutura.

Seleção de ingredientes.

Combinações.

Molhos.

Preparo de proteínas.

Reposição.

Equilíbrio do buffet.

A técnica está presente, mas não precisa anunciar sua presença em cada prato.

Sobremesa sem açúcar também entra no buffet

Outro detalhe que merece espaço está no final da refeição.

O buffet inclui sobremesas zero açúcar, opção que amplia as possibilidades para quem busca reduzir o consumo de açúcar ou simplesmente prefere esse tipo de preparação.

Elas fazem parte tanto da modalidade de R$ 68 quanto da de R$ 88, conforme o material apresentado pelo restaurante.

Essa inclusão acompanha uma proposta mais ampla de diversificação.

Não se trata de apresentar todo o cardápio como “fitness”.

Há diferentes caminhos dentro do mesmo buffet.

O cliente escolhe.

E essa liberdade talvez seja mais interessante do que tentar enquadrar toda a experiência em uma única classificação.

Bebidas também fogem do básico

O mesmo raciocínio aparece nas bebidas.

Os sucos naturais custam R$ 13,50 e incluem sabores tradicionais e combinações como:

abacaxi com hortelã;
laranja com beterraba;
melancia com gengibre.

Para quem busca outra experiência, há kombuchas artesanais por R$ 16, em sabores como tangerina, pink lemonade, gengibre e limão com hortelã.

A bebida passa por fermentação e apresenta efervescência natural.

Águas, refrigerantes e cervejas completam as possibilidades da casa.

Uma pausa cercada pela paisagem de Brasília

Há ainda um detalhe importante que aparece nas imagens do salão.

As grandes janelas aproximam a experiência do lado de fora.

Em vez de um ambiente fechado e desconectado da cidade, a paisagem urbana acompanha o almoço.

Prédios, áreas abertas, árvores e elementos característicos da região central aparecem através do vidro.

Para quem trabalha diariamente entre edifícios corporativos, pode parecer um detalhe pequeno.

Mas espaço, luz natural e vista mudam a percepção da refeição.

A sensação é menos de “entrar em um restaurante de hotel” e mais de se afastar por alguns minutos da rotina sem precisar sair do centro.

Um restaurante que quer conversar com Brasília

Há uma mudança de posicionamento evidente nessa reabertura.

Historicamente, restaurantes localizados dentro de hotéis enfrentam uma percepção comum: parte do público acredita que são destinados prioritariamente aos hóspedes ou que terão necessariamente preços muito acima dos restaurantes de rua.

A nova proposta tenta reduzir essa distância.

O buffet de valor fechado, o funcionamento voltado ao almoço durante a semana e a gratuidade do estacionamento aproximam a casa do cotidiano de quem circula pela região.

Não é necessário estar hospedado.

Não é necessário participar de um evento.

Não é preciso reservar uma ocasião especial para entrar.

O Miró quer disputar algo muito mais cotidiano:

o almoço de quarta-feira.

E talvez seja justamente aí que esteja sua maior oportunidade.

Brasília pede praticidade — mas também pede bons lugares

Poucas cidades possuem uma dinâmica de almoço tão ligada à geografia do trabalho quanto Brasília.

Distâncias são grandes.

O trânsito importa.

Estacionamento importa.

O tempo importa.

Em áreas como o Setor Hoteleiro Sul e o eixo central, milhares de pessoas tomam diariamente a mesma decisão:

onde comer sem transformar o almoço em uma operação logística?

É nesse contexto que a nova fase ganha sentido.

O buffet resolve a velocidade.

A localização resolve a distância para quem já está no centro.

As três horas de estacionamento gratuito reduzem um problema prático.

A cozinha show traz a sensação de preparo individual.

Miguel Ojeda acrescenta técnica.

O ambiente renovado acrescenta experiência.

E o atendimento fecha esse conjunto.

Separadamente, nenhum desses fatores é revolucionário.

Juntos, criam uma proposta coerente.

De cara nova, sem perder a vocação de receber

O Miró reabriu oficialmente em 8 de setembro, segundo publicação do próprio Complexo Brasil 21.

A mudança envolve espaço e conceito.

As fotografias mostram um restaurante mais leve visualmente, com design colorido, mobiliário descontraído, luz natural e uma estética capaz de dialogar tanto com um almoço profissional quanto com uma refeição sem pressa.

Na mesa, o mesmo raciocínio aparece em outra linguagem.

Liberdade para montar o prato.

Ingredientes frescos.

Opções vegetais.

Sobremesas sem açúcar.

Proteína feita na hora para quem quiser.

Tudo isso em um espaço onde a gastronomia é comandada por um chef de trajetória internacional, mas sem transformar o almoço cotidiano em cerimônia.

É uma combinação que diz muito sobre a própria Brasília contemporânea: sofisticada quando quer, prática quando precisa.

Vale a experiência?

Para quem trabalha ou circula pela região central, a localização já torna a casa conveniente.

Para quem valoriza variedade, o buffet permite inúmeras combinações.

Para quem prefere proteína recém-preparada, a cozinha show adiciona um diferencial.

Para vegetarianos e veganos, há alternativas dentro da proposta.

Para quem dirige, as três horas gratuitas de estacionamento resolvem uma questão importante.

E, para quem também escolhe um restaurante pelo ambiente, o novo salão merece atenção.

O grande mural, as cadeiras em amarelo e vermelho, a iluminação, as janelas amplas e a organização do buffet fazem parte de uma experiência que começa antes da primeira garfada.

Talvez por isso o Miró tenha acertado ao não tentar reinventar o almoço.

A casa fez algo mais simples:

reinventou a maneira de receber quem precisa almoçar.

No ritmo de Brasília, isso já pode ser uma boa razão para atravessar a porta.

Serviço

Miró Restaurante

Onde: Brasil 21 Convention Suítes — 1º andar do Bloco B
Endereço: SHS Quadra 6, Complexo Brasil 21, Brasília
Funcionamento: segunda a sexta-feira, das 12h às 15h
Buffet à vontade: R$ 68
Buffet à vontade + uma proteína de 120 g da cozinha show: R$ 88
Sucos naturais: R$ 13,50
Kombuchas artesanais: R$ 16
Estacionamento: três horas gratuitas
Taxa de serviço: 10%
Chef executivo: Miguel Ojeda

Fotos: Lucas Guttierrez