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Na madrugada desta quinta-feira, 24 de setembro, o ex-deputado distrital Carlos Xavier foi condenado a 14 anos e 3 meses de prisão pelo assassinato do adolescente Ewerton Ferreira, ocorrido em 2004. A decisão do Tribunal do Júri encerra um dos casos mais emblemáticos de violência no Distrito Federal, que se arrastou por mais de duas décadas.

Durante o julgamento, que atraiu a atenção da sociedade, Xavier negou sua participação, sendo acusado de ser o mandante do crime motivado por supostas vinganças. Ele alega que Ewerton tinha um relacionamento com sua ex-esposa, o que teria desencadeado a tragédia. O ex-parlamentar, que atualmente é candidato a uma nova vaga na Câmara Legislativa, só poderá ser preso após o período eleitoral.

Em suas declarações, Xavier emocionou-se, alegando ser vítima de uma armadilha política, e sustentou que sua condenação era fruto de uma conspiração envolvendo agentes da Polícia Civil e políticos. Ele se lembrou com detalhes do relacionamento que tinha com a família de Ewerton, afirmando que eram próximos por laços religiosos.

O caso tomou novos rumos há aproximadamente oito meses, quando um dos réus confessou ter recebido R$ 15 mil para executar o adolescente, apontando Xavier como o responsável pela ordem. A defesa utilizou esse depoimento para argumentar que houve manipulação nas investigações, colocando em dúvida a validade do testemunho.

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Com a condenação, a sociedade brasiliense pode refletir sobre a importância da justiça em casos de violência e seu impacto nos laços familiares. Este julgamento marca um capítulo importante na busca de respostas e justiça para vítimas de crimes no Distrito Federal, relembrando que a luta por Justiça pode ser um processo longo e difícil.

Xavier demonstrou descontentamento com a decisão, afirmando que sua vida foi destruída pela acusação. Contudo, a sentença é um marco que poderá impactar a percepção sobre impunidade em casos de crimes violentos na região.