Exercícios físicos têm se mostrado como um grande aliado no tratamento de pacientes com câncer, segundo especialistas. Uma palestra do 13º Congresso de Geriatria e Gerontologia no Rio de Janeiro destacou os benefícios da atividade física no combate e na recuperação da doença, com ênfase em pacientes com câncer de mama.
De acordo com o professor Daniel Galvão, da Universidade Edith Cowan, na Austrália, a prática de exercícios melhora a capacidade funcional dos pacientes. Isso é fundamental para enfrentar tratamentos como cirurgias, já que a atividade pode resultar em menos tempo de hospitalização e redução dos efeitos colaterais, como a fadiga.
Um dos principais exemplos abordados foi o câncer de próstata, onde a terapia de privação androgênica pode levar à perda de massa muscular e ganho de gordura. Galvão ressalta que o exercício físico é a melhor estratégia para preservar a saúde muscular e óssea, além de melhorar a função cardiorrespiratória dos pacientes.
Até pouco tempo, a prática de exercícios era considerada um tabu para quem recebia um diagnóstico de câncer. No entanto, pesquisas conduzidas na Austrália começaram a mostrar a eficácia do esporte, levando a um novo entendimento sobre seu papel durante o tratamento. Apesar disso, Galvão alerta que as estruturas de saúde ainda não estão totalmente preparadas para oferecer suporte contínuo às atividades físicas no tratamento oncológico.
Além do exercício, a nutrição também foi discutida entre os profissionais, com ênfase em como uma alimentação equilibrada deve ser priorizada em vez do uso indiscriminado de suplementos alimentares. A mensagem é clara: uma dieta adequada é essencial para garantir saúde e vitalidade, especialmente para quem está enfrentando a luta contra o câncer.


