A crescente popularidade dos óculos inteligentes, como os modelos da Ray-Ban da Meta, está despertando preocupações globais sobre privacidade. Equipados com câmeras, sensores e recursos de gravação, esses dispositivos podem capturar imagens e áudios, levantando questões éticas e legais sobre o consentimento das pessoas registradas.
Diante desse cenário, diferentes governos pelo mundo iniciaram discussões sobre a necessidade de regulamentar ou até proibir o uso dessas tecnologias em locais públicos. Na Austrália, a ministra do Serviço Público, Katy Gallagher, está à frente de uma avaliação sobre a necessidade de uma proibição no ambiente de trabalho.
No Reino Unido, tribunais da Inglaterra e do País de Gales já proibiram o uso dos óculos com câmeras nas suas dependências, uma medida que tem gerado eco em outros segmentos, como os cinemas, onde novas regras estão surgindo para limitar ou vetar o uso desses dispositivos.
Na União Europeia, as autoridades estão estudando os riscos associados a essa tecnologia. Um relatório sobre a aceitação social dos óculos inteligentes foi encomendado pelo Comitê Europeu de Proteção de Dados, que está buscando entender melhor as preocupações da população.
A Noruega também está se movendo na direção de regulamentações mais rigorosas, planejando uma proibição temporária de óculos inteligentes em áreas públicas movimentadas. Em Oslo, a proibição já se estendeu às escolas, refletindo a crescente cautela em relação à privacidade da comunidade escolar.
Nos Estados Unidos, o Sistema Judiciário Unificado de Nova York implementou uma proibição abrangente, restringindo o uso desses óculos em todas as suas instalações. Para os visitantes, a regra determina que os dispositivos sejam entregues aos funcionários antes de ingressar nas dependências judiciais.


