O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira, anunciará a partir de segunda-feira (12) suas férias para se dedicar integralmente à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão surge a apenas 15 dias do segundo turno das eleições e segue a troca no comando da campanha do petista, agora sob a liderança de figuras políticas do Nordeste.
A coordenação da comunicação da campanha ficará sob os cuidados de Rafael Fonteles, governador do Piauí, enquanto Sidônio, que já foi marqueteiro de Lula em 2022, será uma peça-chave para estruturar as estratégias de comunicação nos próximos dias.
O foco do ministro tem sido alvo de críticas, especialmente por priorizar temas como a defesa da soberania sobre as terras raras, em detrimento de questões que impactam diretamente o cotidiano do eleitor. Lula, em declarações recentes, classificou a atual campanha como uma das mais desorganizadas que já participou.
A saída temporária de Sidônio para a campanha é um reflexo de um movimento mais amplo dentro da estratégia da candidatura de Lula, que visa ampliar seu apoio no Nordeste. Os petistas identificam essa região como crucial para conseguir reverter a diferença de votos com o candidato adversário, Flávio Bolsonaro (PL).
A prática de ministros e auxiliares se afastarem temporariamente do governo para se dedicarem às campanhas eleitorais já tem sido comum desde o primeiro turno. Outros nomes, como o fotógrafo Ricardo Stuckert e o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, também pediram licença para trabalhar em prol da candidatura de Lula.
Com essa nova estratégia, a expectativa é que a campanha ganhe um impulso na comunicação e reconquiste a confiança do eleitorado nordestino, enfatizando a importância dessa região na corrida eleitoral.



