A comunidade de Brasília se mobiliza após a trágica morte de Mayara Stephany Varela de Almeida Sousa, de apenas 19 anos, que foi vítima de feminicídio na última sexta-feira (16/10). O velório acontece hoje, às 14h30, no Cemitério Campos da Esperança, na Asa Sul, seguido pelo sepultamento às 17h.
Mayara foi baleada na cabeça e no peito quando retornava do trabalho para casa, na Quadra QR 1A da Candangolândia. Após ser internada em estado grave no Hospital de Base, não resistiu aos ferimentos. Ela deixa dois filhos, um menino de 12 anos e uma criança de 3 anos.
O principal suspeito do crime é André Eduardo Alves da Silva, de 40 anos, ex-companheiro de Mayara, que está foragido. Segundo a mãe da jovem, Josi Varela, o relacionamento já havia terminado há dois anos, mas André insistia em reatar. Josi revela que seu filho tinha dificuldades de pagar a pensão alimentícia da filha de 3 anos e já havia sido denunciado por violência verbal contra Mayara.
Os familiares se descrevem como devastados pela perda. A tia de Mayara, Eliene Varela, enfatiza que a jovem sempre foi dedicada a sua família e havia enfrentado a recente perda da mãe. “Estamos tentando nos reerguer, e agora perdemos a Mayara sem mais nem menos,” lamentou Eliene.
O caso está sendo investigado pela 11ª Delegacia de Polícia (Núcleo Bandeirante) e foi classificado como feminicídio. As imagens capturadas por câmeras de segurança revelam a agressão violenta que precedeu o ataque fatal. Após atirar contra Mayara, o suspeito fugiu antes da chegada das autoridades.
A situação ressalta a urgência da luta contra a violência de gênero no Distrito Federal, uma questão que afeta não apenas as vítimas, mas toda a sociedade. A tragédia evidencia a necessidade de um discurso coletivo em favor da proteção e direitos das mulheres.



