O assassinato do motorista de transporte escolar Adriano de Jesus, em fevereiro de 2025, segue sendo um tema de grande comoção em Samambaia e no Distrito Federal. Após um julgamento longo que culminou na condenação de Francisco Evaldo de Moura a 25 anos e dois meses de prisão, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) decidiu recorrer, buscando aumentar a pena imposta ao réu.
Durante o julgamento, o Tribunal do Júri ouviu dezoito testemunhas e, após mais de 15 horas de deliberação, a sentença foi aplicada na madrugada de sexta-feira. Francisco foi condenado por homicídio, tentativa de homicídio contra o filho de Adriano, Gabriel Ferreira Gomes, e por porte ilegal de arma. Ele aguardou o julgamento preso por um ano e oito meses.
Os promotores responsáveis pelo caso ressaltaram a gravidade do crime que vitimou Adriano, conhecido como Tio Adriano, que foi morto a tiros em frente à sua casa, em um desentendimento por causa de uma vaga de estacionamento. Gabriel, que também foi atingido, sobreviveu, mas a experiência deixou marcas profundas na família.
Em entrevista, a viúva de Adriano, Elaine de Cássia Ferreira, expressou sua insatisfação com a pena e a necessidade de um suporte psicológico mais efetivo para lidar com o trauma. “Eu continuo com crises de ansiedade. A pena não trouxe minha vida de volta e queremos que a justiça seja feita de uma forma mais severa”, afirmou.
Gabriel também se manifestou, destacando a dor irreparável da perda do pai e a angústia de ver o réu no tribunal. A familia busca um desfecho que ofereça um pouco mais de alívio em meio ao sofrimento que enfrentam desde o crime. Com o recurso do MPDFT, o caso continua a atrair atenções na capital, evidenciando as questões de segurança e justiça que afetam a comunidade.



