Coluna reúne a expansão do Di Paolo, os novos horários do Café de Andrade, panificação artesanal, confraternizações e movimentos do mercado de bebidas.
Com curadoria de Rochelly Costa
O movimento da gastronomia vai além do lançamento de pratos. Passa por empreendedores que transformam receitas em negócio, restaurantes que ampliam sua presença em Brasília, cafeterias com novos horários e experiências pensadas para diferentes gerações. Nesta edição, a coluna reúne oito pautas que conectam a mesa ao turismo e ao mercado de alimentação.
Há novidades locais, como a RedStone e a operação do Di Paolo na capital, além de mudanças que chegam de outras regiões do Brasil e de Portugal. A proximidade do Dia do Trigo, em 10 de novembro, também coloca a panificação artesanal no roteiro.
Cafeteria, encontros e panificação em imagens
RedStone leva um clássico da coquetelaria para o empreendedorismo brasiliense
Preparar Negroni para dividir entre amigos foi o ponto de partida da RedStone, marca criada pelo empresário brasiliense Raoni Karan. O projeto começou em encontros particulares, ganhou encomendas por indicação e passou a ser estruturado para o mercado de bebidas prontas para consumo, conhecido pela sigla RTD.
Com mais de duas décadas de experiência em tecnologia e arquitetura de software, o fundador levou para o negócio a preocupação com processos e consistência. A produção acontece na região da Fercal, em Brasília, em um alambique com processos artesanais. Segundo as informações da empresa, a padronização das etapas integra a preparação para ampliar a capacidade produtiva.
O portfólio tem cinco interpretações: Traditional, com gin, bitter e vermute vermelho; Boulevardier, com bourbon no lugar do gin; Brazilian, com cachaça; White, com bitter e vermute brancos; e Coffee, com café. O vermelho da identidade visual faz referência à bebida, à terra do Centro-Oeste e ao pôr do sol do Cerrado.
A marca pretende conquistar reconhecimento nacional nos próximos cinco anos. O plano é uma meta de expansão apresentada pelo empreendedor, que aposta na diversificação de receitas para construir uma identidade própria no segmento.
Mariquinhas chega ao Brasil com duas versões de licor de ginja
A importadora Porto a Porto passa a distribuir no Brasil os licores de ginja Mariquinhas, produzidos em Óbidos, Portugal. A história da produtora remonta a 1949, com Abílio Ferreira de Carvalho, e segue sob gestão familiar. A ginja, fruta semelhante à cereja, é a base da receita, ao lado de água, álcool e açúcar.
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A linha apresentada ao mercado brasileiro inclui a versão Tradicional, em garrafa de 700 ml e miniatura de 40 ml, e a Colheita Selecionada, de 500 ml. Ambas têm teor alcoólico de 18%. A segunda utiliza frutos selecionados e colhidos manualmente e passa por oito meses em pipas de carvalho francês, conforme a ficha técnica da importadora.
A diferença entre as duas versões está, portanto, na seleção da fruta e no amadurecimento. A novidade amplia o catálogo de bebidas portuguesas distribuídas pela empresa no país. As informações técnicas podem ser consultadas no catálogo da Porto a Porto.
Garibaldi projeta avanço dos espumantes sem álcool
A Cooperativa Vinícola Garibaldi estima que os produtos zero álcool cheguem a 15% do faturamento de sua categoria de espumantes até o encerramento de 2026. Em 2025, a participação foi de 12,5%, segundo os dados divulgados pela cooperativa. Para 2027, a projeção é que uma em cada seis garrafas comercializadas dentro da linha de espumantes seja sem álcool.
A movimentação acompanha a busca por alternativas para refeições e celebrações sem consumo de álcool. O Rio Grande do Sul concentra 40% das vendas desses produtos da empresa. As metas indicam a importância comercial do segmento para a cooperativa, mas ainda dependem do desempenho das vendas até o fechamento dos períodos.
O portfólio reúne seis rótulos: Moscato Zero Álcool, Moscato Rosé Zero Álcool, Prosecco Zero Álcool, ICE Zero Álcool, ICE Rosé Zero Álcool e Relax Alcohol Free. O Moscato lidera o segmento dentro da marca: a cada duas garrafas vendidas na categoria, uma é dessa versão, de acordo com a empresa.
Em Brasília, a relação de pontos de distribuição informada inclui Universo Bebidas, Mega Adega Brasília, Fox Importadora, Adega Almeida, Adega Brasília, Supermercado Caprichoso e redes como Dona, Dia a Dia, Carrefour, Assaí, Bellavia, Primor, Veneza e Comper. A presença de cada rótulo depende do estoque de cada loja.
Miolo inclui crianças e adolescentes no roteiro do Vale dos Vinhedos
No Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS), o Tour Miolo: História e Terroir passa a incluir o Sunny Days for Kids. A proposta permite que famílias percorram juntas os espaços da vinícola, com degustações diferentes para adultos e para o público de até 17 anos.
O roteiro passa pelo Vinhedo Modelo, com cerca de 40 variedades de uvas, pela Cave Histórica, pela área de tanques e pela Cave das Barricas. Ao final, adultos recebem três vinhos e dois espumantes, selecionados mensalmente. Crianças e adolescentes experimentam exclusivamente os sucos integrais Sunny Days Branco, Rosé e Tinto, produzidos na unidade Terranova, no Vale do São Francisco.
A experiência infantil inclui taça de acrílico e atividade para colorir; os adultos recebem taça de cristal. A proposta dá ao público infantojuvenil uma participação própria no passeio, com produtos adequados à idade.
Pobre Juan prepara as duas casas de Brasília para confraternizações
Com a aproximação do fim do ano, o Pobre Juan apresenta as unidades do Iguatemi Brasília e do ParkShopping como opções para encontros de equipes, famílias e grupos de amigos. As casas trabalham com salas privativas e possibilidade de organizar o atendimento conforme o perfil do evento.
No Iguatemi, a operação funciona desde 2010. A unidade do ParkShopping, inaugurada em 2025, tem dois salões que, integrados, comportam aproximadamente 200 pessoas, segundo o restaurante. Para grupos, há menus nas categorias Clássico, Especial e Premium, com entradas, principais, acompanhamentos e sobremesa, com previsão de três horas de serviço e possibilidade de extensão mediante ajuste.
A cozinha tem como referência a parrilla argentina. Entre os cortes do cardápio estão Bife de Chorizo, Bife Ancho e Bife Pobre Juan, ao lado de acompanhamentos como Papas Soufflé e farofas. Os churros com doce de leite aparecem entre as sobremesas. A composição e o orçamento dos eventos precisam ser definidos com cada unidade.
Café de Andrade amplia o horário no Sudoeste
O Café de Andrade passa a abrir diariamente das 8h às 20h. Com o novo horário, a cafeteria do Sudoeste amplia o atendimento para cafés da manhã, brunches e encontros ao longo da tarde, reunindo cozinha, confeitaria e diferentes métodos de extração de café.
O cardápio inclui ovos benedict com bacon ou presunto parma, ovos cremosos, omeletes, tapiocas, avocado toast, toast caprese e toast de brie, figo e mel. Os croissants aparecem em versões como presunto e muçarela, carne desfiada com bechamel, frango cremoso, parma e búfala, caprese e brie com figo e damasco.
Na carta de bebidas, há Hario V60, prensa francesa e Aeropress, além de cappuccinos, cafés gelados, cold brew e sucos naturais. A confeitaria reúne éclairs de chocolate e pistache, brownie, banoffee, cheesecake de frutas vermelhas, torta de chocolate e macarons.
Di Paolo abre sua maior unidade e amplia presença no país
Inaugurado em 9 de outubro, o Di Paolo de Brasília marca a entrada da rede no Centro-Oeste. A unidade recebeu investimento de R$ 8 milhões e tem capacidade para até 400 clientes, conforme as informações divulgadas pela companhia.
O endereço fica no complexo do Clube de Engenharia, próximo ao Pier 21 e às margens do Lago Paranoá. A estrutura reúne salão, varanda e espaços reservados, com previsão de 50 empregos diretos. A chegada à capital integra a estratégia de expansão da marca, fundada em 1994 em Garibaldi, na Serra Gaúcha.
A rede projeta superar R$ 200 milhões de faturamento em 2026, ante R$ 170 milhões no ano anterior. Caso a estimativa se confirme, o avanço será superior a 17,6%. Goiânia e Uberlândia estão entre os mercados em avaliação para futuras unidades.
O crescimento combina operações próprias e sócios-operadores, com abastecimento apoiado pela indústria da companhia em Bento Gonçalves. A expansão também envolve formação de equipes, logística e padronização de serviços. A renovação da identidade visual, desenvolvida pelo Instituto Arbo, acompanha esse movimento.
Dia do Trigo aproxima a cadeia do cereal da panificação artesanal
O Dia do Trigo, em 10 de novembro, destaca uma matéria-prima presente em pães, massas, bolos, biscoitos e pizzas. A Pesquisa de Moagem 2025 da Abitrigo informa que a indústria brasileira processou 13,275 milhões de toneladas no ano, crescimento de 0,6% sobre 2024. O dado se refere à moagem industrial, e não à produção agrícola.
Em Brasília, a Madame Brioche explora técnicas francesas na panificação e na confeitaria. Henrique Uchôa deixou a advocacia corporativa para empreender no setor, depois de cursos, estágios e experiências profissionais. O interesse pela fermentação já acompanhava sua trajetória na produção de cerveja artesanal e ganhou novas referências em uma temporada em Portugal.
A seleção da casa inclui croissant, pain au chocolat com amêndoas, cinnamon roll, macarons, palmier, bomba de chocolate e choux à la crème. O doce La Madame combina massa folhada, açúcar, canela e doce de leite. Na parte salgada, aparecem croque-monsieur, Danish, croissant tradicional e pão de queijo.
Na Los Santos Pizza & Pão, na Asa Norte, o trigo aparece em massas de fermentação natural e receitas doces e salgadas. O Sourdough Tradicional custa R$ 25,90; a versão de calabresa com provolone, R$ 28,90. As focaccias tradicional com orégano e de tomate com orégano saem por R$ 20,90. Os brioches francês e de calabresa com queijo custam R$ 21 e R$ 24, respectivamente.
Entre as pizzas, a Los Santos, a partir de R$ 80,40, leva molho pelati, muçarela, champignon, bacon crispy, parmesão, azeitonas e orégano. A Lampadati, a partir de R$ 88,40, reúne presunto de Parma, tomate seco e rúcula. A Margherita parte de R$ 78,40, e a Banoffee, de R$ 72,40, com doce de leite, banana, farofa de biscoito, paçoca e merengue tostado com raspas de limão.
O chef Thiago Leopoldino aponta o tempo de fermentação como parte da identidade dos pães. A técnica utiliza uma cultura de leveduras e bactérias e pode modificar aromas, acidez e textura. As características finais dependem da receita e do processo; fermentação natural, por si só, não torna todo pão adequado a todas as pessoas.
Uma coluna entre a mesa e os negócios
As oito pautas mostram diferentes caminhos do setor: produção local, importação, alternativas sem álcool, turismo em família, atendimento a grupos e transformação de ingredientes em produtos artesanais. Para restaurantes e pequenos produtores, essas escolhas envolvem tanto a experiência do público quanto planejamento, abastecimento e controle de custos.
Coluna produzida a partir do material fornecido à redação e de informações dos estabelecimentos. Dados de moagem: Abitrigo. Fichas técnicas dos licores: Porto a Porto. Fotos: Divulgação / ETC Comunicação.







