As fibras alimentares são carboidratos não digeríveis encontrados em abundância no reino vegetal. Elas se dividem em dois tipos: solúveis e insolúveis, cada uma com funções específicas que contribuem para a saúde intestinal.
As fibras insolúveis são encontradas em alimentos como farelos, cascas e cereais integrais, e têm o papel de aumentar o volume das fezes, facilitando a eliminação. Elas também estimulam os movimentos do intestino, favorecendo um trânsito intestinal saudável.
Já as fibras solúveis, presentes em alimentos como aveia e leguminosas, formam um gel ao interagir com a água. Esta ação ajuda a suavizar as fezes e pode reduzir o colesterol, uma vez que elas se ligam aos sais biliares, dificultando sua reabsorção.
Outro grupo importante é o das fibras fermentáveis, que servem como alimento para a microbiota intestinal. A fermentação dessas fibras resulta na produção de ácidos graxos de cadeia curta, que possuem efeito anti-inflamatório e proporcionam benefícios adicionais à saúde.
O gastroenterologista Álvaro Delgado destaca que as fibras atuam em três frentes: na regulação do trânsito intestinal, na melhora da consistência das fezes e na modulação da microbiota. A inclusão de fibras na dieta pode também impactar positivamente a glicemia e a saúde cardiovascular.
Aumentar o consumo de fibras deve ser feito gradualmente, especialmente para evitar desconfortos como gases e indigestão. Incorporar esses alimentos de maneira lenta e progressiva é a chave para uma alimentação saudável e balanceada.



