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Lula amplia votos em todas faixas de renda, com maior ganho na classe média baixa

Análise eleitoral cruzou dados do TSE e IBGE e mostra crescimento do apoio a Lula principalmente em regiões de renda intermediária.

PorRedação IB

nov 8, 2026
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A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi marcada por avanços significativos em todas as faixas de renda, segundo levantamento que cruzou os resultados das seções eleitorais com dados do Censo 2022 do IBGE. O crescimento mais expressivo de votos para Lula ocorreu em regiões de classe média baixa, que reúnem cerca de 14,7 milhões de eleitores.

No segundo turno, Lula conquistou 74,2% dos votos em áreas com renda média mensal de até R$ 1.780, caindo para 41,7% nas regiões com renda entre R$ 5.190 e R$ 7.130. O desempenho do candidato do PT diminui à medida que a renda aumenta, mas ele conseguiu crescer em todas as faixas, com ganhos que variaram de 4,8 a 7,2 pontos percentuais.

Nas áreas de renda intermediária, entre R$ 2.590 e R$ 2.920, houve uma virada importante: quem liderava no primeiro turno era Flávio Bolsonaro, mas Lula assumiu a frente no segundo, passando de 44,4% para 51,6%. Nesse grupo, Lula avançou 7,2 pontos, enquanto Flávio Bolsonaro teve um aumento modesto, de 0,8 ponto percentuais, consolidando esse segmento como o principal responsável pela virada eleitoral do presidente reeleito.

A fronteira em que Flávio supera Lula mudou do primeiro para o segundo turno, subindo de áreas com renda média igual ou superior a R$ 2.590 para aquelas a partir de R$ 2.920. Em âmbito regional, essa linha varia conforme o estado, refletindo a diversidade nas relações entre renda e comportamento eleitoral pelo país.

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No Nordeste, Lula venceu em todas as faixas de renda em oito dos nove estados, inclusive nas áreas mais ricas da Bahia e Pernambuco, com mais de 57% dos votos. Já no Sul e Centro-Oeste, o petista ultrapassou Flávio apenas nas faixas de renda mais baixas. São Paulo e Minas Gerais, principais colégios eleitorais, apresentam o padrão nacional, com Lula liderando até a faixa de renda intermediária.

Em contraponto, nas regiões mais abastadas do Rio de Janeiro, base política de Flávio Bolsonaro, Lula teve desempenho inferior em praticamente todas as faixas até R$ 7.130, liderando somente nas áreas de renda superior a essa faixa. Esse cenário destaca marcantes contrastes regionais no resultado das eleições presidenciais.