A cena cultural de Brasília ganhou um novo ponto de efervescência na última quarta-feira (1º), quando a galeria Cerrado Cultural abriu suas portas para duas exposições que, juntas, provocam, emocionam e fazem pensar. Cerca de 150 convidados circularam pela local, na QI 05 do Lago Sul, para prestigiar as mostras Arquiteturas do Poder, de Lais Myrrha, e Eiro, de Helô Sanvoy, ocupando, com intensidade e sensibilidade, os dois pavimentos do espaço.
Com curadoria de Ana Avelar, Lais Myrrha apresenta um trabalho que mergulha nas camadas simbólicas do modernismo brasileiro e nos silêncios que ajudaram a construir a paisagem de Brasília. Mineira, criada sob a influência estética de Oscar Niemeyer, a artista propõe um olhar que vai além da monumentalidade: ela desconstrói formas, reorganiza elementos e tensiona materiais como concreto e azulejo para revelar as narrativas ocultas por trás da arquitetura.
No andar superior, a estreia de Helô Sanvoy na galeria, com curadoria de Divino Sobral, traz um contraponto potente. Em Eiro, o artista goiano transforma materiais cotidianos em instrumentos de reflexão sobre trabalho, corpo e marginalização. A proposta é direta, mas carregada de sensibilidade: provocar no visitante uma pausa, um respiro e, quem sabe, um novo olhar sobre a própria realidade.
Mais do que uma abertura, a noite marcou o encontro de diferentes linguagens e inquietações que reforçam o papel da Cerrado Cultural como um dos principais polos de arte contemporânea no Centro-Oeste.
As exposições seguem abertas ao público até 9 de maio, com entrada gratuita. A visitação acontece de segunda a sexta, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 13h.
Veja nas fotos de Gilberto Evangelista quem passou pelo evento:





















