Em meio às férias, a capital federal oferece aos visitantes e moradores uma oportunidade única de mergulhar em sua própria origem. O Museu do Catetinho, primeiro palácio presidencial e sede oficial de Juscelino Kubitschek, celebra 69 anos de fundação e reafirma seu papel como símbolo da ousadia que deu vida ao projeto da nova capital.

Erguido em apenas dez dias, em 1956, o chamado “Palácio de Tábuas” foi concebido para abrigar JK e sua equipe durante os primeiros passos da construção de Brasília. A simplicidade da estrutura, feita de madeira, contrasta com a grandiosidade do sonho que dali se consolidava: transferir a capital do país para o Planalto Central e inaugurar uma nova era de desenvolvimento.

O Catetinho não é apenas um edifício histórico. Ele representa o espírito de mobilização nacional que marcou a década de 1950. Milhares de trabalhadores, vindos de diferentes regiões do Brasil, se uniram em torno da visão de Juscelino, transformando o cerrado em palco de uma das maiores obras urbanísticas do século XX.

Hoje, o museu é mantido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal e permanece aberto à visitação. Seu acervo reúne objetos pessoais de JK, documentos e fotografias que ajudam a compreender o contexto político e social da época. Para estudiosos e turistas, o espaço é uma aula viva de história, capaz de conectar gerações ao momento fundacional da cidade.

Visitar o Catetinho é mais do que conhecer um museu: é reviver o nascimento de Brasília. O ambiente simples, mas carregado de significado, inspira reflexões sobre a coragem de um país que decidiu reinventar sua geografia política. O aniversário de 69 anos reforça a importância de preservar esse patrimônio e de incentivar a população a redescobrir sua própria história.