O dólar voltou a assustar o bolso dos brasileiros nesta quarta-feira (13). A moeda americana subiu forte e chegou à casa dos R$ 5,00 pela primeira vez em cerca de um mês.
Na prática, isso significa que comprar dólar ficou mais caro. E, quando isso acontece, o impacto pode aparecer em viagens internacionais, produtos importados, eletrônicos, combustíveis e até em alguns alimentos que dependem de insumos vendidos em dólar.
Um dos principais motivos da alta veio de fora do Brasil. O dólar ganhou força no mercado internacional, ou seja, ficou mais valorizado em relação a outras moedas do mundo. Quando isso acontece, países emergentes, como o Brasil, costumam sentir mais o peso, e o real acaba perdendo força.
Além disso, investidores também ficaram atentos ao cenário político brasileiro. Uma nova pesquisa Genial/Quaest mostrou melhora na avaliação do governo Lula, com queda na desaprovação e alta na aprovação. Mesmo assim, o mercado segue de olho nas movimentações políticas e no impacto que elas podem ter na economia.
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Outro ponto que entrou no radar foi o desempenho do comércio. As vendas no varejo cresceram em março, mostrando que a economia brasileira ainda está aquecida. Isso pode influenciar as expectativas sobre inflação e juros nos próximos meses.
A volta do dólar aos R$ 5,00 chama atenção porque, em abril, a moeda tinha fechado abaixo desse valor pela primeira vez em mais de dois anos. Naquele momento, havia mais otimismo no mercado e maior entrada de dinheiro estrangeiro no país.
Agora, o cenário mudou. Com o dólar mais forte lá fora e o mercado mais cauteloso por aqui, a moeda americana voltou a subir.
Para o consumidor comum, o efeito não aparece sempre de forma imediata, mas pode chegar aos poucos. Viagens para fora ficam mais caras, produtos importados podem subir de preço e empresas que usam matéria-prima comprada em dólar também podem repassar custos.
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Nos próximos dias, o mercado deve continuar acompanhando o comportamento da economia dos Estados Unidos, as decisões sobre juros e o ambiente político no Brasil. Tudo isso pode definir se o dólar vai continuar perto dos R$ 5,00 ou se volta a perder força.
