O reajuste anual dos preços de medicamentos, autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), entrou em vigor no final de março com o menor índice registrado em 20 anos. Pela primeira vez, o aumento consolidado ficou abaixo da inflação oficial, representando um alívio para consumidores e para o sistema de saúde.
Segundo especialistas, o resultado reflete uma combinação de fatores: a desaceleração da inflação, a política de controle de preços adotada pelo governo e negociações com a indústria farmacêutica. O reajuste, que tradicionalmente acompanha ou supera a inflação, desta vez foi limitado, garantindo maior previsibilidade para famílias que dependem de tratamentos contínuos.
O impacto é significativo, sobretudo para pacientes com doenças crônicas, que precisam adquirir medicamentos de uso diário. Ao manter os preços em patamar mais baixo, o reajuste reduz a pressão sobre o orçamento doméstico e também sobre o próprio SUS, que compra em larga escala para abastecer hospitais e unidades de saúde.
Representantes da indústria reconhecem que o índice é histórico, mas destacam que o setor enfrenta desafios com custos de produção e importação de insumos. Ainda assim, o equilíbrio entre sustentabilidade econômica e acesso da população foi considerado positivo.
O reajuste de 2026 consolida um marco: pela primeira vez em duas décadas, os preços dos medicamentos não apenas cresceram menos que a inflação, como reforçaram a importância de políticas públicas voltadas para o acesso universal e justo à saúde.
