O dólar encerrou o pregão desta quinta-feira cotado a R$ 5,06, registrando o menor valor em dois anos. O movimento reflete a retomada do apetite pelo risco entre investidores, que reduziram a busca pela moeda americana como opção de refúgio.
A queda foi influenciada por fatores externos e internos. No cenário internacional, a expectativa de manutenção de juros em grandes economias e sinais de estabilidade no mercado global estimularam a migração de recursos para ativos considerados mais arriscados, como ações e títulos de países emergentes. No Brasil, o câmbio também foi favorecido por entradas de capital estrangeiro e pela percepção de melhora em indicadores fiscais.
Analistas destacam que o dólar vinha oscilando em torno de R$ 5,20 nas últimas semanas, mas a combinação de maior confiança dos investidores e fluxo positivo de recursos levou a moeda a recuar. A cotação atual representa um alívio para setores que dependem de importações e pode contribuir para reduzir pressões inflacionárias, especialmente em produtos ligados ao mercado externo.
Apesar da queda, especialistas alertam que o câmbio continua sujeito a volatilidade, já que fatores como decisões de política monetária nos Estados Unidos, tensões geopolíticas e o cenário fiscal brasileiro podem alterar rapidamente o humor dos mercados.
O fechamento em R$ 5,06 consolida um marco: o dólar atinge o menor nível desde 2024, reforçando a percepção de que o Brasil voltou a atrair confiança internacional, mas mantendo o alerta de que o equilíbrio cambial ainda depende de variáveis globais e domésticas.
