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Em um evento na Livraria da Travessa, em Brasília, Nísia Trindade, primeira mulher a presidir a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apresenta seu novo livro, onde detalha os bastidores da pandemia de covid-19 e os desafios enfrentados em meio a uma das crises sanitárias mais severas da história.

Intitulado Ainda há tempo: a pandemia de covid-19 e a transformação do futuro, a obra traz relatos inéditos sobre ações críticas, como a criação de um hospital de emergência de alta complexidade em Manguinhos e a transferência de tecnologia para a vacina da AstraZeneca. Segundo Nísia, esses relatos são essenciais para a formação da memória coletiva sobre a pandemia.

A ex-ministra enfatiza que manter viva a memória dos eventos traumáticos é fundamental. “O silêncio é o pior adversário diante de traumas, ainda mais quando podemos considerá-los coletivos”, ressalta Nísia, destacando a importância do aprendizado e da reflexão após a crise.

O livro será lançado ainda nesta quarta-feira (1º), às 19h, e haverá outro evento na PUC-Rio no dia seguinte, às 17h. Esta iniciativa se junta a uma série de exposições e homenagens em memória das vítimas da covid-19, mostrando a relevância da reflexão coletiva sobre o que foi vivenciado.

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Na mesma semana, Nísia também inaugurou a exposição Vida Reinventada – A Pandemia de Covid-19 e a Transformação do Futuro no Centro Cultural do Ministério da Saúde, onde são apresentados documentos, vídeos e testemunhos de cientistas que contribuíram para a curadoria, ressaltando a importância da criatividade e do aprendizado diante dos desafios.