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A investigação da Polícia Federal revelou que Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, enviou 28 mensagens a um número de telefone associado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), entre 12 e 17 de novembro do ano passado. Os contatos ocorreram em um momento crítico, poucos dias antes de Vorcaro ser preso quando tentava deixar o país.

Nas mensagens, o banqueiro solicitou encontros com Moraes e expressou preocupações sobre a atuação de figuras do Banco Central e da Polícia Federal. Ele fez referências a uma possível operação contra ele e mostrou-se angustiado em relação ao futuro do seu banco, que enfrentava problemas financeiros.

Os documentos da PF indicam que, nos dias que antecederam a prisão, Vorcaro tentou estabelecer uma conexão direta com Moraes, mencionando estar em busca de apoio para evitar a liquidação do Banco Master. Ele chegou a afirmar que tinha gratidão pela ajuda do ministro e que sua família e colaboradores dependiam dele.

Entre os assuntos abordados, Vorcaro reclamou sobre a atuação de Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, e pediu que Moraes “sensibilizasse” Andrei Rodrigues, da PF. Esse intercâmbio de mensagens gera questionamentos sobre a natureza das relações entre empresários e instituições públicas, especialmente em momentos de crise.

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O conteúdo das conversas lança um novo foco sobre a atuação de Moraes e seus vínculos com o setor financeiro, aumentando a pressão sobre o ministro em um ambiente político já conturbado. A situação reforça debates sobre a transparência nas interações entre autoridades e empresários no Brasil.