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Segredo do Enólogo chega à segunda edição com uma variedade misteriosa adicionada aos blends; vinícola gaúcha também lança rótulo que guarda na garrafa um marco de sua história

por @RochellyCosta

Imagine abrir uma garrafa sem saber exatamente quais uvas estão dentro dela. Em vez de procurar a resposta no rótulo, é preciso observar aromas, sabores, textura e confiar na própria memória para tentar solucionar o mistério.

Essa é a brincadeira proposta pela Foppa & Ambrosi, vinícola de Garibaldi (RS), que apresenta na ProWine São Paulo 2026 as novas edições do Segredo do Enólogo Tinto e Branco.

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Os dois vinhos preservam as variedades utilizadas na primeira edição, mas receberam uma nova uva no blend.

Qual? Os enólogos Lucas Foppa e Ricardo Ambrosi decidiram não contar.

A estratégia transforma a degustação em uma espécie de desafio sensorial, especialmente para quem provou os rótulos anteriores e agora pode tentar identificar o que mudou.

Ao lado deles, a vinícola apresenta o Insolito Tinto Corte VII, lançamento que carrega outra história: parte do vinho utilizado no corte pertence à primeira safra totalmente vinificada na estrutura própria da empresa.

Primeiro prove. Depois descubra.

O projeto Segredo do Enólogo nasceu justamente para inverter uma dinâmica comum no mundo dos vinhos.

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Normalmente, antes mesmo do primeiro gole, o consumidor já sabe qual é a variedade da uva, a região, o método de elaboração e outras características capazes de criar expectativas sobre aquilo que encontrará na taça.

No Segredo do Enólogo, parte dessas informações fica escondida.

A primeira edição começou com o tinto e depois foi ampliada para versões branca e espumante. Um QR Code permite que os consumidores registrem seus palpites e compartilhem as impressões da experiência.

A proposta também busca testar preconceitos que podem existir em relação a determinadas uvas ou formas de elaboração: primeiro o consumidor experimenta e decide se gosta; depois descobre exatamente o que bebeu.

“Vimos as pessoas entrarem na brincadeira, darem seus palpites e se permitirem provar o vinho antes de formar uma opinião a partir do nome de uma uva ou de um método de elaboração”, explica Lucas Foppa.

Agora ficou mais difícil

Na segunda edição, a vinícola resolveu aumentar o desafio.

As uvas que já integravam os blends do Segredo do Enólogo Tinto e Branco continuam presentes, mas uma variedade adicional foi incorporada a cada vinho.

Nenhuma pista será dada antecipadamente.

Quem experimentou a primeira edição terá, portanto, uma vantagem — ou pelo menos uma referência sensorial para comparar as duas versões.

“Quem provou a primeira edição já tem uma referência. Agora mantivemos aquilo que estava no vinho e acrescentamos uma nova uva. Então a brincadeira fica ainda mais interessante: será que, pela memória da primeira experiência, a pessoa consegue perceber o que mudou?”, provoca Lucas.

A ideia é simples: antes de procurar a resposta no rótulo, procurá-la na taça.

Uma conquista guardada dentro de outra garrafa

O terceiro lançamento apresentado pela Foppa & Ambrosi conta uma história diferente.

O Insolito Tinto Corte VII incorpora ao blend um vinho da Safra 2026, a primeira totalmente