Uma onda recente de ciberataques começou a afetar sistemas de refrigeração em supermercados ao redor da Europa, levando ao descarte de grande quantidade de alimentos. Desde a última segunda-feira (02/11), países como Suécia, Irlanda, Holanda, Estônia, Finlândia, Bélgica e Luxemburgo relataram problemas, causando preocupação em relação à segurança das cadeias de abastecimento alimentar.
O ataque hacker, inequivocamente direcionado, levou a elevações indevidas nas temperaturas de geladeiras e freezers, o que resultou em danos significativos ao estoque de várias redes varejistas. Por exemplo, a rede Carrefour confirmou que cerca de 15 de suas 700 lojas na Bélgica foram afetadas. “É um ataque cibernético, não há outra explicação”, declarou o porta-voz da empresa.
Além do Carrefour, outras grandes varejistas também relataram problemas. A rede belga Colruyt e a varejista sueca Coop, por exemplo, também tiveram seus sistemas comprometidos, com impactos na preservação dos produtos. Na Finlândia, a Kesko e na Estônia, o supermercado Selver, também foram alvos dos ataques. Na Irlanda, 13 lojas da rede SuperValu precisaram descartar produtos refrigerados.
Esses incidentes, ocorrendo menos de um mês após um ataque similar na França, levantam alertas sobre a vulnerabilidade dos sistemas digitais nos supermercados e o aumento das ameaças cibernéticas na Europa. O ministro do Interior da Alemanha, Alexander Dobrindt, mencionou que o país enfrenta uma “guerra híbrida”, sublinhando a crescente preocupação com a segurança digital.
As autoridades europeias estão agora se preparando para reforçar as medidas de segurança, já que os cibercriminosos parecem cada vez mais focados em interromper a infraestrutura crítica, como as cadeias de abastecimento alimentar. A evolução da inteligência artificial, segundo especialistas, está também contribuindo para o aumento desses ataques, tornando os sistemas de TI mais vulneráveis.



