José Roberto Arruda, candidato ao Governo do Distrito Federal, teve sua candidatura barrada por unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF). A decisão foi tomada a 30 dias das eleições e manteve Arruda afastado da disputa devido a condenações anteriores por improbidade administrativa relacionadas à Operação Caixa de Pandora.
Apesar do revés judicial, Arruda anunciou que vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e garante que seguirá em campanha. Com 23,3% de intenções de votos segundo pesquisa recente, ele se coloca como o segundo colocado nas preferências eleitorais, o que o motiva a buscar reverter a decisão que limita sua participação nas eleições.
A legislação vigente, modificada no ano passado, trouxe esperança a alguns políticos, como Arruda, que acreditavam em uma possibilidade de retorno à vida pública. Porém, o relator do caso no TRE-DF argumentou que as condenações do ex-governador não podem ser reunidas para reduzir o tempo de inelegibilidade, que, com as atuais regras, terminará apenas em dezembro de 2030.
Durante sua campanha, Arruda critica o governo atual e se posiciona como alternativa ao pleito, afirmando estar em contato com os eleitores, mesmo enquanto seu registro de candidatura permanece sub judice. O advogado do ex-governador destaca que ele pode realizar todos os atos relacionados à campanha enquanto aguarda a decisão do TSE.
Se o TSE deferir seu registro, os votos recebidos por Arruda serão válidos. Contudo, se o indeferimento se confirmar, os votos serão anulados, o que pode impactar significativamente a corrida eleitoral em Brasília.
