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Nesta quarta-feira (5), a Justiça francesa condenou os streamers Naruto e Safine por atos de violência e humilhação online que culminaram na morte do influenciador Raphaël Graven, conhecido como ‘JP’. Os punidos foram sentenciados a penas de prisão suspensa, além de multas e banimento digital de seis meses.

O julgamento começou em julho deste ano e surgiram graves acusações contra a dupla, incluindo violência em grupo e abuso de pessoa vulnerável. O caso ganhou notoriedade quando a morte de Graven foi transmitida ao vivo na plataforma Kick, onde imagens de sua inconsciente exibição se espalharam rapidamente nas redes sociais.

Graven morreu em um espaço alugado para transmissões ao vivo, que, além de jogos, incluía conteúdos de violência e humilhações. O vídeo da tragédia, que mostrou um dos presentes agredindo o influenciador, gerou indignação e debates sobre a responsabilidade dos criadores de conteúdo online.

Os streamers foram detidos em janeiro de 2025, mas foram liberados após alegarem que a violência era encenada para atrair audiência. Entre 2021 e 2025, Graven arrecadou mais de 140 mil euros em contribuições financeiras, utilizando seu canal para realizar transmissões, mas a situação gerou uma reflexão sobre os limites do entretenimento virtual.

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Naruto foi condenado a dois anos de prisão suspensa e a uma multa de 15 mil euros, enquanto Safine recebeu uma pena de 18 meses de prisão suspensa e uma multa de 5 mil euros. A dupla não poderá publicar conteúdos online durante seis meses e, caso descumpram as condições impostas, poderão ser obrigados a cumprir as penas já estipuladas.

Esse caso lança luz sobre a necessidade urgente de regulamentação na indústria de streaming e questiona as responsabilidades de plataformas digitais, especialmente diante de conteúdos que induzem à violência. As implicações vão além da França, reafirmando que a proteção do público, principalmente os jovens, é uma questão que deve ser abordada globalmente.