“Toda chegada é passagem” estreia em 10 de setembro na Referência com trabalhos inéditos e vídeos que aproximam o público dos processos criativos de cada artista

Chegar também pode significar começar novamente. É a partir dessa ideia que a exposição coletiva “Toda chegada é passagem” reúne trabalhos inéditos de 15 artistas, a partir de 10 de setembro de 2026, na Referência.

A mostra propõe transformar o espaço expositivo em um território de trânsito, descobertas e reinvenção. Em vez de tratar a chegada como um ponto final, as obras exploram aquilo que acontece entre partida, percurso e horizonte, convidando o visitante a pensar sobre mudanças e novos começos.

A proposta também sugere outro ritmo de experiência: desacelerar diante das obras e observar como diferentes linguagens e processos criativos podem representar a transitoriedade.

15 artistas e diferentes caminhos

Participam da exposição Adriana Marques, Alessandra França, Carlos Monaretta, Gu da Cei, Evandro Soares, Léa Juliana, Léo Tavares, Luciano Macedo, Marcelo Feijó, Márcio Borsoi, Patricia Bagniewski, R.Godá, Samantha Canovas, Valdson Ramos e Veridiana Leite.

Embora reunidos sob um mesmo conceito, os trabalhos partem das experiências e investigações particulares de cada artista. A individualidade das produções ajuda a construir a ideia central da coletiva: não existe apenas uma maneira de chegar ou um único caminho depois da chegada.

Cada obra funciona, assim, como uma espécie de passagem para uma nova jornada criativa.

Artistas contam como as obras nasceram

A experiência da exposição não ficará restrita às obras apresentadas no espaço.

Cada um dos 15 participantes gravou um vídeo para explicar seu processo criativo e a proposta do trabalho desenvolvido para a mostra. O material será exibido no próprio espaço expositivo e publicado gradualmente nas redes sociais da Referência durante o período da exposição.

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A iniciativa permite ao visitante conhecer não apenas o resultado final, mas também parte das ideias, escolhas e caminhos percorridos até a construção de cada trabalho.

Em “Toda chegada é passagem”, portanto, o destino perde protagonismo. O olhar se volta para aquilo que existe no meio do caminho — e para a possibilidade de que cada chegada seja, na verdade, o início de alguma outra coisa.