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O pré-candidato ao governo do Distrito Federal pelo PSB, Ricardo Capelli, está fazendo articulações para formar uma frente ampla nas eleições de 2026. Durante entrevista no programa CB.Poder, ele ressaltou a importância de unir forças, não apenas com partidos de esquerda, mas também com centristas e até de centro-direita que se opõem ao governo atual.

Capelli mencionou que já está dialogando com nomes como a senadora Leila Barros (PDT) e o ex-senador José Antônio Reguffe (Solidariedade), além de ter recebido apoio de Cristovam Buarque, ex-governador e ex-ministro, que se colocou à disposição para ser candidato ao Senado na chapa do PSB. Essa busca por parcerias reflete uma estratégia de ampliar o alcance eleitoral do partido.

Na pauta da pré-campanha, a saúde e a situação financeira do Banco de Brasília (BRB) também foram temas centrais. Capelli critica a atual gestão do BRB e sugere que parte dos valores envolvidos em uma negociação de delação premiada deveria ser devolvida ao banco. Ele destaca que a falta de transparência nas contas do banco é preocupante, principalmente para a população que depende de serviços financeiros públicos.

Outro ponto que Capelli enfatiza é a crise na saúde, com mais de 120 mil pessoas na fila por consultas e cirurgias. Ele está apostando em projetos inspirados em iniciativas bem-sucedidas de outros estados, como o programa Opera Paraíba, que conseguiu zerar a fila de cirurgias na Paraíba.

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Com o déficit orçamentário planejado em quase R$ 3 bilhões para este ano, o pré-candidato também propõe uma revisão nas prioridades de gastos, como benefícios fiscais que não trazem resultados significativos. Para Capelli, é essencial focar na saúde e na educação, onde não se pode cortar verbas sem comprometer a qualidade dos serviços prestados à população.

As convenções estão marcadas para ocorrer até o final de julho, e Capelli acredita que as conversas entre os partidos poderão avançar, resultando em um bloco sólido para as eleições de 2026, essencial para mudar a atual realidade no Distrito Federal.