O ex-deputado Chiquinho Brazão, condenado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco, foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) na última quinta-feira. Batizada de Operação Emendatio, a ação investiga o desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares, envolvendo um esquema de corrupção no Rio de Janeiro.
A operação mobilizou 60 policiais federais e resultou na prisão de dois suspeitos, além de 21 mandados de busca e apreensão. Entre os detidos, estão Raphael da Silva Gonçalves, ex-assessor de Domingos Brazão, irmão de Chiquinho, e Robson Calixto Fonseca, ambos já condenados no caso Marielle.
Os mandados de prisão foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que mantém a investigação mesmo após a cassação do cargo de Chiquinho, ocorrida em abril de 2025. A PF revelou que as emendas estavam sendo direcionadas a organizações da sociedade civil, usadas como fachada para desvio de dinheiro público por meio de pagamentos indevidos e empresas laranjas.
A investigação abrange crimes como peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Além disso, o STF autorizou o bloqueio de bens no valor de R$ 100 milhões relacionados ao ex-deputado e seus associados.
No cerne da operação, a PF busca identificar novos envolvidos e recuperar os valores subtraídos. A prática criminosa analisada envolve supostas irregularidades nas parcerias que as OSCs mantinham com a administração pública, incluindo superfaturamento e conluio entre empresas participantes.
O caso Marielle, com grandes repercussões sociais e políticas, continua a repercutir no Brasil. Somada à condenação de Chiquinho e seu irmão a 76 anos de prisão, a atual operação destaca a continuidade dos esforços para combater a corrupção no país e assegurar que a justiça seja feita.
