A Catedral de Brasília se prepara para uma noite memorável nesta quarta-feira (8/7), quando o renomado coro da Capela Sistina participa de uma missa às 17h. Sob a direção do maestro brasileiro Monsenhor Marcos Pavan, que atualmente lidera a histórica Cappella Musicale Pontificia, a celebração promete uma fusão de música sacra e espiritualidade, trazendo um pedacinho do Vaticano à capital federal.
O maestro Pavan, que fez história ao se tornar o primeiro não italiano a dirigi-la em quase seis séculos, já passou por várias cidades brasileiras, incluindo São Paulo e Curitiba, antes de chegar a Brasília. Durante a noite, o público também poderá desfrutar de uma apresentação especial do coro, após a missa, detalhando a rica tradição musical da Igreja Católica.
A Capela Sistina é reconhecida mundialmente por sua contribuição à música litúrgica, sendo uma das instituições corais mais antigas em atividade. Para o arcebispo de Brasília, Dom Paulo Célio Costa, essa vinda do coro representa não apenas um grande evento musical, mas também um momento de aceleração da relação entre fé e cultura, ambas essenciais no contexto da sociedade.
Dom Paulo ressaltou a importância da música na liturgia, afirmando que ela tem o poder de elevar o espírito e aproximar os fiéis de Deus. A construção dessa tradição musical, rica em história desde os séculos VI e VII, reflete a união entre a arte e o sagrado, com influências de compositores renomados que moldaram o repertório atual.
Fãs de música sacra, como o funcionáirio público Fabiano Silva, destacam o valor dessa experiência única. Ele acredita que a música não é apenas entretenimento, mas uma forma de oração que ajuda os fiéis a se conectarem com a espiritualidade durante as celebrações.
No encontro, o maestro não apenas apresentou a tradição da Capela, mas também enfatizou que a música sacra é um patrimônio vivo que atravessa gerações. Essa missão de preservar e transmitir a beleza da música católica continua a mover corações e transformar experiências na vida da comunidade de Brasília.
