O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, assumiu a relatoria do inquérito das fake news, que por sete anos apura ataques e desinformação contra a Corte e seus ministros. A transferência de responsabilidade, que antes estava com o ministro Alexandre de Moraes, indica uma nova fase na investigação, repleta de decisões polêmicas e impactos no cenário político do país.
Desde sua abertura, em 2019, o inquérito não apenas investigou a disseminação de notícias falsas, mas também resultou em ações como a remoção de reportagens e o bloqueio de contas nas redes sociais. Um exemplo disso ocorreu em abril de 2019, quando Moraes determinou, e depois revogou, a retirada do ar de uma reportagem da revista Crusoé. Esse episódio se tornou um símbolo das tensões entre liberdade de imprensa e medidas de controle da desinformação.
Ao longo dos anos, o inquérito também levou à prisão do então deputado federal Daniel Silveira, que fez ameaças diretas a ministros do STF. Embora esse caso tenha seguido seu próprio curso judicial, a conexão com as apurações do inquérito das fake news reforça a complexidade da situação no âmbito da Justiça.
Recentemente, a investigação voltou a ganhar destaque com a busca e apreensão do jornalista Luís Pablo, alvo por publicar informações sobre supostas irregularidades de autoridades. Tais movimentos suscitaram debates sobre a proteção de fontes e as implicações legais sobre a liberdade de expressão.
Além disso, o inquérito também inclui a investigação sobre vazamentos de dados financeiros de ministros do STF, evidenciando a seriedade das ameaças enfrentadas por membros do Judiciário. À medida que a relatoria passa para Fachin, o público observa atentamente quais serão os próximos passos e como isso afetará o ambiente político e social no Brasil.


