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Um recente relatório do Fórum Econômico Mundial trouxe à tona uma preocupação crescente: a inteligência artificial (IA) pode aumentar as desigualdades de gênero no mercado de trabalho. Os dados foram apresentados em Londres, na presença de especialistas como Saadia Zahidi, que destacou que os empregos mais impactados pela IA são aqueles com alta presença feminina.

Segundo a pesquisa, as mulheres ocupam apenas 20% das vagas em áreas de engenharia de IA, o que evidencia a sub-representação feminina nesse setor em crescimento. Há uma preocupação de que as oportunidades geradas por essa tecnologia possam beneficiar apenas os homens, aprofundando ainda mais a desigualdade existente.

Os empregos mais vulneráveis são aqueles em escritórios, onde muitas mulheres se estabeleceram nas últimas décadas. Com a transformação desses cargos pela IA, a possibilidade de migração para outras funções mais qualificadas se torna um desafio para um número significativo de profissionais. Isso pode resultar em um retrocesso em relação aos avanços conquistados ao longo dos anos.

A executiva do LinkedIn, Sue Duke, afirmou que é essencial que governos e empresas atuem para garantir a inclusão feminina desde a formação acadêmica até o desenvolvimento de carreiras na área tecnológica. Investimentos em educação e em programas de apoio às mulheres são vistos como passos fundamentais para garantir um futuro mais igualitário.

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Enquanto as desigualdades de gênero apresentaram uma queda ao longo dos últimos 20 anos, o relatório mostra que essa tendência desacelerou após 2016. A urgência em endereçar esses problemas se torna mais clara, especialmente em um mundo cada vez mais dependente de tecnologia e inovação.