Cerca de 30 mil crianças nascem no Brasil anualmente com malformações cardíacas. A detecção precoce dessas cardiopatias é fundamental para garantir a qualidade de vida e a sobrevivência dos pequenos. No Dia Nacional de Conscientização sobre a Cardiopatia Congênita, celebrado em 12 de junho, especialistas destacam os avanços no diagnóstico e tratamento da condição.
De acordo com a cardiologista Renata Mattos, coordenadora da Divisão de Cardiologia da Criança e do Adolescente do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), o acesso ao diagnóstico tem melhorado, especialmente nas regiões mais urbanizadas. A identificação precoce permite um planejamento adequado durante a gestação e no momento do parto, fundamental para o tratamento de condições graves.
O diagnóstico fetal, realizado através de ecocardiogramas, permite que as famílias se preparem para possíveis intervenções assim que o bebê nasce. Além disso, é essencial que os pais estejam atentos a sinais de alerta como dificuldade para ganhar peso, cansaço ao mamar e respiração acelerada, que podem indicar problemas cardíacos.
Com um tratamento adequado, muitas crianças conseguem levar uma vida normal. A trajetória de Nathan Senna Alves, que foi submetido a três cirurgias ao longo de sua vida devido a uma cardiopatia congênita, ilustra a importância do acompanhamento médico. Ele hoje, aos 30 anos, compartilha que a situação não definiu seus limites: é casado, tem filhos e vive de forma ativa.
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O Sistema Único de Saúde (SUS) desempenha um papel crucial, oferecendo uma linha de cuidado que vai desde a triagem neonatal até cirurgias complexas. O teste do coraçãozinho, realizado logo após o nascimento, é uma das medidas que podem detectar precocemente problemas e garantir o tratamento necessário.
O incentivo à prática de atividades físicas e uma abordagem integrada ao tratamento ajudam a desmistificar a ideia de que crianças com cardiopatia não podem levar vidas normais, mostrando que, com diagnóstico e tratamento adequados, é possível viver plenamente.
