Martha Lillard, a última americana a utilizar um pulmão de aço, faleceu aos 78 anos em Oklahoma. Diagnosticada com poliomielite na infância, aos cinco anos, ela passou décadas dependendo desse equipamento respiratório, que se tornou um símbolo da luta contra as sequelas da doença.
A poliomielite, uma infecção viral que pode causar paralisia, teve seu pico no século XX, levando a campanhas massivas de vacinação em todo o mundo. A vacina, introduzida em 1955, teve um impacto significativo na redução de casos, evitando que muitas crianças enfrentassem as complicações permanentes da doença.
O pulmão de aço, que Lillard utilizou por tantas décadas, foi uma solução para aqueles que, como ela, perderam a capacidade de respirar normalmente devido aos efeitos da poliomielite. Este dispositivo, que parece uma cama de metal, usa a pressão para ajudar na respiração, sendo utilizado principalmente entre os anos 1930 e 1960.
Com a morte de Martha, vem à tona a importância de lembrar e compreender as histórias de vida impactadas pela poliomielite e outras doenças. Além de celebrar a vida de Lillard, sua história ressalta como as vacinas são cruciais na prevenção de doenças que podem causar sequelas severas.
Hoje, no Brasil, a poliomielite foi eliminada, mas é fundamental garantir que a imunização continue, principalmente entre as populações mais vulneráveis. A história de Lillard serve como um lembrete do passado e da importância de manter as campanhas de vacinação ativas para proteger as futuras gerações.
