Uma professora de 50 anos, Lidiane Gomes de Souza Alves, faleceu após receber uma injeção em um salão de beleza irregular em Ceilândia, no Distrito Federal. O procedimento, que prometia combater a queda de cabelo, foi realizado por uma mulher sem habilitação em Biomedicina, levantando preocupações sobre a segurança em práticas estéticas na região.
Investigações do Conselho Federal de Biomedicina (CFBM) revelaram que a responsável pela aplicação da substância não possuía registro em conselhos regionais, o que a impedia de realizar procedimentos estéticos. Além disso, o salão operava sem alvará sanitário e em um imóvel exclusivamente residencial.
Após receber a injeção, Lidiane começou a apresentar reações severas, incluindo falta de ar, e faleceu no caminho para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) devido a um choque anafilático. A falta de uma anamnese adequada ou teste alérgico antes do procedimento foi identificada como uma grave falha.
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, com o delegado Petter Ranquetat à frente da apuração que investiga a possibilidade de exercício ilegal da medicina e homicídio culposo. A suspeita ainda não foi detida, e autoridades estão trabalhando de forma conjunta para coibir práticas semelhantes na saúde estética.
A situação traz à tona a necessidade de rigor na fiscalização de estabelecimentos que oferecem procedimentos estéticos, refletindo o compromisso em garantir a segurança dos cidadãos do Distrito Federal. A comunidade se mobiliza para exigir mais regulatórias e vigilância, evitando tragédias semelhantes no futuro.


