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O câncer gástrico, conhecido por ser uma doença silenciosa, preocupa especialistas com seu aumento significativo no Brasil. Estima-se que o país registre entre 20 mil e 25 mil novos casos anualmente, e a previsão é alarmante: até 2050, esse número pode ultrapassar os 40 mil.

O gastroenterologista Luiz Gonzaga Vaz Coelho destaca a importância da conscientização, já que a infecção pela bactéria Helicobacter pylori, que é uma das principais causas do câncer de estômago, geralmente ocorre na infância e não apresenta sintomas imediatos. “Após a infecção, a inflamação no estômago se torna crônica e, muitas vezes, os pacientes só descobrem a doença em estágios avançados”, explica Coelho.

A Organização Mundial da Saúde classifica a H. pylori como um carcinógeno do Grupo 1, evidenciando a gravidade do problema. Em países como Japão e Coreia, programas de rastreio têm sido implementados, permitindo a detecção precoce e o tratamento adequado.

questiona-se também a eficácia da endoscopia para diagnóstico. Embora seja um método confiável, há alternativas menos invasivas, como testes respiratórios. Para a população acima de 70 anos, recomenda-se cautela, avaliando os riscos e benefícios antes de realizar qualquer procedimento.

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Felizmente, campanhas como a Setembro Rubi buscam aumentar a conscientização sobre o câncer gástrico, criando diretrizes para grupos de risco, especialmente familiares de portadores da doença. Esses grupos têm risco duas a três vezes maior, e a detecção precoce pode salvar vidas.

Além disso, cuidados com alimentação e hábitos de vida, como evitar o excesso de sal e o tabaco, são essenciais na prevenção. O diagnóstico muitas vezes só aparece em fases avançadas, com sintomas como emagrecimento e dor persistente, tornando a prevenção ainda mais importante.