O câncer gástrico é uma das principais preocupações de saúde pública no Brasil, com 20 a 25 mil novos casos por ano, número que pode ultrapassar 40 mil até 2050. Essa enfermidade costuma ser silenciosa, apresentando poucos sintomas até estágios avançados, o que dificulta o diagnóstico precoce e o tratamento eficaz.
De acordo com especialistas, a bactéria Helicobacter pylori é a principal responsável pela inflamação gástrica que pode evoluir para o câncer. A infecção costuma ser adquirida na infância e, embora não cause sintomas imediatos, resulta em um risco elevado para o desenvolvimento da doença em idade avançada. Para complicar ainda mais, condições sanitárias inadequadas aumentam o contágio dessa bactéria.
A Organização Mundial da Saúde classifica a H. pylori como um carcinógeno, destacando a importância de estratégias de rastreio, como já é feito em países como Japão e Coreia. Aqui no Brasil, o Novembro Rubi é uma campanha que visa conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce e prevenir o câncer gástrico. As diretrizes incluem testes não invasivos para familiares de portadores da doença.
Um dos desafios na detecção precoce é que a maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas até que a doença esteja em estágio avançado. Especialistas recomendam que o teste respiratório ou a pesquisa de antígeno fecal sejam parte da rotina de check-ups, especialmente para aqueles com histórico familiar.
Além disso, hábitos alimentares e tabagismo também elevam o risco. Dietas ricas em sal, combinadas com a presença da H. pylori, podem agravar a inflamação gástrica. Por outro lado, desistir do cigarro pode levar mais de dez anos para reduzir o risco de câncer ao nível da população geral. Em suma, a prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais para reduzir as taxas de mortalidade dessa doença silenciosa.



