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Excesso de carga, execução inadequada e progressão acelerada estão entre os problemas apontados por profissional de Educação Física; técnica, amplitude e constância também fazem parte de um treino eficiente

Aumentar os pesos pode dar a sensação de que o treino está evoluindo, mas levantar cargas cada vez maiores não é, sozinho, sinal de progresso na academia. Quando o peso ultrapassa a capacidade de executar corretamente um exercício, o resultado pode ser justamente o contrário: perda de técnica, compensações e maior exposição a sobrecargas e lesões.

Para Wilson Brasil, profissional de Educação Física, proprietário e coordenador técnico da Academia D’stak, em Brasília, um dos erros frequentes é reproduzir treinos de outras pessoas sem considerar diferenças de condicionamento e objetivos.

“Também vemos excesso de carga, execução inadequada e progressão muito rápida. O treino precisa respeitar o objetivo e a condição de cada pessoa”, explica.

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Como perceber que a carga está alta demais?

Alguns sinais podem aparecer durante o próprio exercício. Entre eles estão a redução acentuada da amplitude do movimento, execução acelerada, perda de estabilidade e necessidade de realizar compensações corporais apenas para conseguir completar a série.

“O principal sinal é a perda de qualidade na execução e a instabilidade articular. Se o aluno reduz muito a amplitude, acelera o movimento ou começa a fazer compensações para conseguir terminar o exercício, é hora de avaliar se aquela carga realmente é adequada”, afirma Wilson.

Isso não significa que aumentar o peso seja necessariamente um problema. A progressão de carga é uma das ferramentas utilizadas no treinamento, mas deve ser compatível com a técnica, o exercício, o nível de condicionamento e os objetivos de cada praticante.

Evoluir não é apenas colocar mais peso

A carga é somente uma das variáveis que podem ser modificadas durante um programa de treinamento.

Também é possível trabalhar número de séries e repetições, amplitude, velocidade de execução, intervalos e organização dos exercícios.

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Por isso, duas pessoas podem realizar exercícios semelhantes e, ainda assim, precisar de cargas, volumes e estratégias completamente diferentes.

É nesse ponto que o acompanhamento profissional ganha importância. A orientação não se resume a corrigir a postura durante um exercício: também envolve acompanhar a evolução e reorganizar o treinamento conforme objetivos e condicionamento mudam.

Na Academia D’stak, esse acompanhamento é realizado por profissionais de Educação Física em áreas como musculação, treinamento funcional, corrida, natação e condicionamento físico.

Constância também faz parte do resultado

Outro erro é buscar uma evolução tão acelerada que o próprio treinamento se torna difícil de sustentar.

Para Wilson, o objetivo deve ser construir uma prática que possa ser mantida ao longo dos anos.

“O maior objetivo deve ser fazer com que a pessoa evolua de forma consistente, mas também consiga manter uma rotina de atividade física ao longo do tempo, com segurança e continuidade”, destaca.

A orientação adequada também contribui para identificar limitações e ajustar o treinamento antes que erros de execução e sobrecargas repetidas prejudiquem a rotina de exercícios.

Nesse processo, mais nem sempre significa melhor. Técnica, progressão gradual, recuperação e regularidade podem ser tão importantes quanto os números registrados nos pesos da academia.

Tradição em Brasília

Fundada há 46 anos, a Academia D’stak acompanha diferentes gerações de alunos na capital federal. Atualmente, mantém atividades de segunda a sábado e estrutura para musculação, ergometria e aulas coletivas.

O espaço também possui complexo aquático com três piscinas destinadas a atividades como natação — inclusive infantil a partir dos três meses — e hidroginástica, além de piscina semiolímpica.

A proposta defendida pela equipe é fazer do treinamento um processo contínuo, no qual o resultado não seja medido apenas pela carga levantada ou pela estética, mas também pela capacidade de manter-se fisicamente ativo com segurança ao longo da vida.