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Um estudo recente revelou que, em 2025, os estados brasileiros investiram R$ 103,5 bilhões nas polícias, com a maior parte do recurso, 58,6% (R$ 60,7 bilhões), alocada ao policiamento ostensivo. Essas informações fazem parte da nova edição do estudo “O Funil de Investimentos da Segurança Pública nos Estados Brasileiros”, desenvolvido pelo JUSTA.

Enquanto as Polícias Militares receberam a maior fatia, as Polícias Civis, focadas em investigações, ficaram com R$ 22,2 bilhões (21,5%). As Polícias Técnico-Científicas, responsáveis por perícias, obtiveram apenas R$ 2,8 bilhões (2,7%). Em contrapartida, o investimento em políticas direcionadas aos egressos do sistema prisional foi alarmantemente baixo, representando apenas 0,001% do total.

Esse desvio de recursos evidencia uma prioridade clara: aumentar o policiamento em detrimento das ações que poderiam fomentar a reintegração social e reduzir a reincidência criminal. Luciana Zaffalon, diretora-executiva do JUSTA, comentara que essa abordagem não necessariamente resulta em um aumento da eficiência no esclarecimento de crimes.

Minas Gerais liderou o ranking de gastos proporcionais com a polícia, destinando 10,6% do orçamento ao setor, enquanto o Rio de Janeiro dedicou 10,3% do seu total, superando investimentos em Educação, Saneamento e outras áreas essenciais. A comparação revela um padrão preocupante de priorização da segurança em detrimento de outras funções públicas cruciais.

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O levantamento ainda destaca que 72% dos estados não investiram em políticas exclusivas para egressos. Com esses números, fica evidente que o sistema de justiça criminal no Brasil, com um crescimento orçamentário voltado para o policiamento, pode estar criando um ciclo vicioso que não contribui para a verdadeira segurança pública.