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A Defesa Civil de São Paulo emitiu um alerta sobre o aumento do risco de queimadas, especialmente nas regiões central, oeste e leste do estado, entre 19 e 21 de julho. A partir de Piracicaba, a situação vai se agravando, e no dia 21, a região norte, que abrange localidades entre Barretos e Araçatuba, já se encontra em condição de risco extremo.

Atualmente, a região enfrenta uma seca moderada a leve, persistente desde fevereiro de 2024, de acordo com dados do Monitor das Secas da Agência Nacional de Águas. Este quadro, embora preocupante, tem resultado em um número relativamente baixo de focos de incêndio e queimadas em comparação com anos anteriores.

Em 2024, a situação foi mais crítica, com queimadas extensas afetando lavouras de cana-de-açúcar, agravadas pela presença do fenômeno meteorológico El Niño. Apesar dos desafios, a implementação de um plano robusto de prevenção e combate a incêndios florestais tem contribuído para evitar danos ainda maiores nos últimos anos.

Outro ponto de preocupação para os moradores do interior paulista é o abastecimento urbano. Nos últimos dez anos, diversas cidades enfrentaram dificuldades nos períodos secos, resultando em rodízios de água e na realização de obras de captação alternativa. Municípios como Itu, Bauru, Campinas e Ribeirão Preto têm lidado com longos períodos de estresse em seus sistemas de saneamento.

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Além disso, a Região Metropolitana da capital também se vê afetada, com a população lidando com torneiras secas durante a madrugada e uma crescente necessidade de captar água de fontes distantes, como a bacia do Rio Paraíba do Sul, uma estratégia que começou a ser implementada em janeiro deste ano.