A proposta de emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da jornada de trabalho 6×1 enfrenta mais um obstáculo no Senado. Na semana marcada por feriados e eventos esportivos, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, mantém a PEC 221 de 2019 em sua mesa, sem encaminhá-la para análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Com as atividades esvaziadas, em função das festas de São João e do jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo, a expectativa é que a tramitação que ganhou impulso na Câmara dos Deputados permaneça parada. A PEC foi aprovada na Câmara com 491 votos favoráveis e apenas 22 contrários, mas, após um mês de espera, ainda não avançou no Senado.
O presidente da CCJ, senador Otto Alencar, optou por não marcar reuniões em semanas assim, quando o quórum costuma ser baixo devido ao formato semipresencial de votação. Enquanto isso, a assessoria da CCJ informou que não houve quaisquer sinais de Alcolumbre para liberar a tramitação da proposta.
Senadores, como Paulo Paim, têm pressionado pela votação da PEC e questionado a lentidão dos processos. Paim ressaltou que já se debatem as mudanças há anos e a urgência do tema foi destacada por ele em sessão recente. A proposta propõe a redução da carga horária de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
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No entanto, a PEC enfrenta resistência dentro do Senado, especialmente de algumas correntes que defendem a manutenção da jornada 6×1. Esses grupos apresentaram uma proposta alternativa que foi rapidamente aprovada pela CCJ, iluminação uma clara divisão de opiniões sobre o tema no Congresso.
Em meio a este impasse, Alcolumbre sugere que a proposta aprovadas pela Câmara poderia ser aprimorada no Senado, pedindo um debate mais amplo antes de sua eventual votação. A expectativa agora é se a situação se resolverá após os feriados e se a pressão dos senadores provocará uma mudança de postura no presidente do Senado.
