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Nesta sexta-feira (25), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a proibição de apostas e jogos virtuais online no Brasil, como parte de um pacote de medidas econômicas voltadas ao combate ao endividamento das famílias. A decisão foi divulgada durante um evento em São Paulo e visa restringir as chamadas “bets”, que têm gerado preocupações sobre os impactos sociais.

O presidente Lula deve enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei que determina penas severas para quem explorar ou operar plataformas de apostas. De acordo com a proposta, a exploração de apostas de quota fixa pode resultar em reclusão de 4 a 6 anos, além de multas, independentemente de qualquer autorização de autoridades estrangeiras.

A proposta também prevê penalizações para aqueles que promovem publicidade relacionada às apostas, com penas que podem variar de 2 a 4 anos de reclusão. O texto ressalta que a criminalização não se aplicará a conteúdos de natureza jornalística ou informativa. Além disso, o fornecimento de dados pessoais para direcionar publicidade de apostas também será punido, especialmente se envolver informações sensíveis de crianças e adolescentes.

Lula tem reforçado sua posição contra as apostas, argumentando que elas convertem “vício em lucro” e têm o potencial de “destruir lares”. A abordagem dura em relação às apostas ocorre em um momento estratégico, próximo ao primeiro turno das eleições, refletindo as mensagens de campanha do presidente em favor de políticas mais rigorosas.

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Com a proposta, o governo busca não apenas limitar o acesso a jogos de azar, mas também proteger as camadas mais vulneráveis da população, que podem ser diretamente afetadas por esse tipo de atividade. O envio do projeto ao Legislativo é uma tentativa de consolidar essas medidas em um campo onde o Executivo não pode legislar de forma imediata, respeitando o rito da Constituição.