O Governo do Distrito Federal (GDF) e a União avançaram nas negociações para destravar um socorro bilionário ao Banco de Brasília (BRB). A operação de crédito, considerada essencial para estabilizar as finanças da instituição, foi discutida em uma audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) liderada pelo ministro Luiz Fux.
Durante quase duas horas de reunião, a governadora Celina Leão, o ministro da Fazenda Dario Durigan e o representante da Advocacia Geral da União (AGU) Flávio Roman alinharam estratégias. O ministro Durigan destacou a gravidade da situação do BRB e a necessidade de compromisso em “corrigir erros e melhorar a situação financeira do banco”.
O GDF busca um apoio da União para garantir um empréstimo que é crucial para a recomposição do capital do BRB, que enfrenta dificuldades financeiras devido a operações problemáticas. O ministro Durigan anunciou a intenção de flexibilizar as restrições fiscais atuais do DF para facilitar essa negociação.
Esse empréstimo, que poderia ser garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e por um sindicato formado por bancos públicos e privados, é visto como uma saída para evitar agravar a crise econômica enfrentada pelo banco público. O impasse se dá por conta da avaliação da capacidade de pagamento do DF, que dificulta a concessão de garantias federais para novas operações de crédito.
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A situação se torna ainda mais crítica porque o BRB não é apenas uma instituição financeira, mas é responsável pela gestão da folha de pagamento dos servidores e pela operacionalização de programas sociais no DF. A deterioração de sua saúde financeira pode ter impactos significativos nas políticas públicas da região.
Com as investigações em curso, a expectativa é de que um acordo venha a ser formalizado em breve, garantindo a estabilidade do BRB e, consequentemente, a continuidade dos serviços essenciais para a população de Brasília.
