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As eleições de 2026 no Distrito Federal estão movimentando candidaturas de grupos minoritários que buscam mais espaço no Legislativo. Apesar de ainda sofrerem com a falta de representatividade, pessoas negras, indígenas, LGBTQIAPN e com deficiência (PCD) se organizaram para garantir suas vozes nas esferas política e social.

Dos 657 candidatos registrados até o momento, 11 se identificam como gays, 10 como bissexuais, oito como lésbicas, dois como transgêneros e três como indígenas. No recorte racial, os números são evidentes: 264 se autodeclaram pardos e 89 pretos, refletindo a diversidade étnica característica do DF.

A cientista política Teresa Starling destaca que, embora a presença LGBTQIAPN seja visível em certos ambientes da cidade, a competição por cargos eletivos ainda é desafiadora, principalmente devido a um eleitorado conservador. “A realidade é que muitos candidatos ainda sentem o peso do preconceito e enfrentam barreiras tanto do eleitor quanto dentro de seus próprios partidos”, explica ela.

Esse desafio se evidencia no fato de que 233 candidatos optaram por não divulgar sua orientação sexual ao registrar suas candidaturas, o que representa 35,46% do total. Starling explica que essa escolha está diretamente relacionada a temores sobre custos eleitorais associados à identidade sexual, mostrando que o tabu em torno da homossexualidade e bissexualidade ainda persiste na política local.

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Candidatos como Andrey Lemos e Madu Krasny sublinham a importância de uma representatividade mais ampla. Lemos, que pertence a várias minorias, afirma que é necessário criar políticas que incluam todos os cidadãos, enquanto Krasny se propõe a ser a primeira parlamentar trans do DF, lutando por melhorias em serviços públicos que afetam diretamente sua comunidade.

Enquanto isso, Doutora Jane e Altaci Kokama buscam também amplificar a voz da população negra e indígena na política local, enfatizando que estas comunidades precisam se enxergar nos espaços de poder. O caminho, segundo os candidatos, passa por uma mudança na estrutura do legislativo, que hoje ainda não reflete a realidade diversa do DF.