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A partir de junho, o Sistema Único de Saúde (SUS) iniciará a vacinação com a nova vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20), que substitui a versão anterior de 10-valente (VPC10), aumentando o número de sorotipos combatidos e, assim, a proteção contra doenças pneumocócicas.

O Ministério da Saúde já divulgou um guia técnico para as equipes de saúde, permitindo que os municípios comecem a aplicar o imunizante assim que receberem o estoque. A expectativa é que essa mudança contribua significativamente para a redução de casos graves de infecções causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por doenças como pneumonia, meningite e sepse.

Desde a inclusão da VPC10 no calendário de vacinação infantil em 2010, houve uma queda de 60% nos casos de doenças meningocócicas entre crianças de até dois anos. No entanto, números recentes indicam um aumento das infecções, especialmente a partir de 2022. Em resposta a essa preocupação, a nova vacina incluirá sorotipos que estão se tornando mais prevalentes.

Dados do Ministério da Saúde ressaltam que quase 40% dos casos graves de meningite pneumocócica entre 2018 e 2023 foram causados por tipos de pneumococo não cobertos pela vacina anterior. A nova formulação visa oferecer proteção contra esses tipos adicionais, oferecendo um olhar mais abrangente sobre a epidemiologia da doença.

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A VPC20 será aplicada em uma nova programação vacinal. Crianças receberão a primeira dose com a nova vacina e, dependendo do histórico de imunização, poderão receber reforços. A vacinação é essencial, especialmente para grupos de risco, que incluem crianças pequenas, idosos e indivíduos com condições de saúde específicas.

A vacinação é um esforço coletivo que não apenas beneficia os indivíduos vacinados, mas também ajuda a prevenir a transmissão do pneumococo, protegendo toda a comunidade. Assim, a atualização do calendário vacinal é um passo importante para a saúde pública no Brasil.